Criar aplicações e automatizar tarefas com inteligência artificial já não depende apenas do domínio de linguagens de programação. Esse é o tema do episódio 53 do Senacast, podcast do Senac MS, que explica como plataformas simplificadas podem ajudar empresas, profissionais e empreendedores a desenvolver soluções para problemas do cotidiano.
Durante o episódio, o coordenador Alexandre de Oliveira conversa com os docentes Rafael Gonçalves e Calebe Lemos sobre as plataformas low code e no code. Essas ferramentas permitem criar aplicações e automações com pouco ou nenhum conhecimento técnico em programação.
A discussão parte de uma mudança importante no uso da inteligência artificial: mais do que conhecer códigos, o profissional precisa entender o problema que pretende resolver. A partir dessa definição, é possível avaliar qual ferramenta atende melhor à necessidade da empresa ou do projeto.
Ferramentas reduzem barreiras técnicas
As plataformas low code utilizam recursos visuais e componentes prontos para reduzir a quantidade de códigos exigida no desenvolvimento de uma aplicação. Já as ferramentas no code permitem montar soluções sem a necessidade de escrever códigos.
No Senacast, os professores explicam como essas plataformas podem ampliar o acesso à tecnologia para profissionais de diferentes áreas. Também são abordados conceitos como automação, APIs e agentes inteligentes.
Segundo Calebe Lemos, a inteligência artificial deve ser utilizada para apoiar as pessoas e melhorar processos que já fazem parte da rotina das organizações.
“A inteligência artificial vem para ajudar nos processos que já fazem parte da rotina das empresas. O importante é entender qual problema precisa ser resolvido e utilizar essa tecnologia para aumentar a produtividade e gerar melhores resultados”.
O episódio reforça que o uso de ferramentas mais simples não elimina a necessidade de planejamento. Antes de iniciar um projeto, é preciso identificar a demanda, organizar as etapas e avaliar os resultados esperados.
Agente de IA auxilia atendimento em clínica
Entre os exemplos apresentados está um agente inteligente de triagem e encaminhamento médico desenvolvido no Senac MS. A solução foi criada para melhorar o atendimento inicial em uma clínica.
O sistema utiliza inteligência artificial para realizar o primeiro contato com o paciente, coletar informações e responder às dúvidas mais frequentes. Depois dessa etapa, os dados são encaminhados para o processo de agendamento.
A proposta é reduzir o tempo gasto em tarefas repetitivas e aumentar a produtividade da equipe. O projeto também demonstra como a inteligência artificial pode ser aplicada a uma demanda específica sem substituir o atendimento realizado pelos profissionais.
O agente funciona como uma ferramenta de apoio, responsável por organizar informações antes das próximas etapas do serviço.
Inteligência artificial muda rotina profissional
O impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho também faz parte da conversa. Para Rafael Gonçalves, profissionais de diferentes setores precisarão incorporar essas ferramentas às atividades diárias para acompanhar as mudanças tecnológicas.
“Hoje não faz mais sentido enxergar a inteligência artificial como algo distante. Ela já faz parte da realidade das empresas e pode acelerar o desenvolvimento de projetos, melhorar serviços e ampliar a capacidade de inovação. Quem aprender a utilizá-la estará mais preparado para os desafios do mercado”.
Os participantes destacam que a tecnologia pode ampliar a capacidade de criação e acelerar projetos, mas não elimina a importância do conhecimento humano. A definição do problema, a tomada de decisões e a avaliação das respostas continuam dependendo da participação das pessoas.
O conteúdo também apresenta aplicações da IA em diferentes segmentos, mostrando que as ferramentas podem ser adotadas por profissionais que não atuam diretamente no desenvolvimento de sistemas.
Assista ao Senacast
O episódio 53 do Senacast está disponível gratuitamente no canal do Senac MS no YouTube. Veja abaixo:













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