Vírus do Nilo Ocidental alastra na Europa. Grécia e Itália lideram aumento de casos: OMS deixa alerta


O vírus do Nilo Ocidental continua a espalhar-se pela Europa, numa altura em que decorre a época de maior atividade dos mosquitos. Os dados mais recentes mostram um aumento dos casos em vários países, com a Itália e a Grécia a concentrarem a maior parte das infeções registadas este verão, relata a ‘Euronews’.

Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), até 29 de julho tinham sido identificadas 49 áreas afetadas em sete países europeus: Itália, Grécia, Roménia, França, Macedónia do Norte, Espanha e Alemanha.

A Itália lidera em número de casos confirmados, com 94 infeções, seguindo-se a Macedónia do Norte e Espanha, com sete casos cada, Roménia com cinco, França com dois e Alemanha com um. Na Grécia, os números mais recentes divulgados pelas autoridades nacionais elevam para 65 o total de casos autóctones registados desde o início da época de transmissão, ultrapassando os dados mais recentes disponíveis no ECDC.

Segundo o organismo de saúde pública grego (EODY), 54 dos 65 doentes desenvolveram formas neurológicas graves, incluindo encefalite, meningite ou paralisia flácida aguda, enquanto os restantes apresentaram sintomas ligeiros ou não tiveram qualquer manifestação da doença.

Até ao momento, a Grécia registou seis mortes, todas em pessoas com mais de 65 anos que desenvolveram formas graves da infeção. Dos doentes identificados, 20 continuam internados, oito dos quais em unidades de cuidados intensivos.

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As autoridades gregas alertam, no entanto, que os casos confirmados representam apenas uma pequena parte da circulação real do vírus. Com base em estudos epidemiológicos, estima-se que, por cada caso que afeta o sistema nervoso central, existam cerca de 140 pessoas infetadas que apresentam sintomas ligeiros ou permanecem totalmente assintomáticas.

O vírus do Nilo Ocidental é transmitido através da picada de mosquitos infetados, que adquirem o vírus ao alimentarem-se de aves. Em Portugal e na restante Europa, a transmissão ocorre sobretudo entre o final da primavera e o início do outono, atingindo normalmente o pico entre julho e setembro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 70% e 80% das pessoas infetadas nunca chegam a desenvolver sintomas. Quando surgem, podem incluir febre, dores de cabeça, fadiga, dores musculares, náuseas ou erupções cutâneas.

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Contudo, cerca de uma em cada 150 infeções evolui para uma forma grave da doença, capaz de afetar o sistema nervoso central e provocar encefalite, meningite, paralisia ou coma. Atualmente, não existe vacina aprovada para humanos nem um tratamento antiviral específico, sendo os cuidados médicos dirigidos ao alívio dos sintomas e ao tratamento das complicações mais graves.

A OMS recomenda, por isso, medidas simples para reduzir o risco de infeção, como utilizar repelente, usar roupa que cubra braços e pernas, evitar permanecer no exterior ao amanhecer e ao entardecer, instalar redes mosquiteiras e eliminar águas paradas onde os mosquitos se possam reproduzir. Quem desenvolver febre elevada, rigidez no pescoço ou sintomas neurológicos após uma picada de mosquito deve procurar assistência médica rapidamente.



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