A revista britânica The Economist divulgou o Índice Big Mac de julho deste ano, com o real brasileiro figurando como a terceira moeda com a maior subvalorização frente ao dólar na América Latina, depois do quetzal da Guatemala e do bolíver da Venezuela. O preço local do hambúrguer-ícone do McDonald’s, gigante americana multinacional de fast-food, é usado para medir a variação de divisas de diversos países na comparação com o dólar.
No Brasil, o sanduíche custa R$ 23,90, contra US$ 6,22 nos Estados Unidos, aponta o levantamento. Por este parâmetro, a taxa de câmbio fica em R$ 3,84 por dólar. Considerando a diferença entre este valor e a taxa real, de R$ 5,08, a moeda brasileira apresenta uma subvalorização de 24,4% na comparação com o dólar americano.
A posição das moedas latino-americanas
- Guatemala (Quetzal) -28,3
- Venezuela (Bolíver) -27,5
- Brasil (Real) -24,4%
- Peru (Sol) -19,7%
- Nicaragua (Córdoba) -17,9%
- Honduras (Lempira) -16,5%
- Chile (Peso chileno) -13,1%
- Argentina (Peso argentino) -5%
- EUA (US$) base de comparação
- México (Peso mexicano) 0,8%
- Costa Rica (Colón) 12,5%
- Colômbia (Peso colombiano) 28,7%
- Uruguai (Peso uruguaio) 43,7%
O ranking, divulgado no fim de julho, integra o chamado Índice Big Mac, criado pela The Economist em 1986. Ele foi construído com base na teoria da paridade de poder de compra (PPC) para funcionar como um indicador mais acessível ao consumidor de forma geral sobre como está variando o câmbio das diversas moedas. A comparação considera os preços nacionais para um mesmo produto ou serviço — neste caso para o hambúrger — medidos em uma mesma moeda, o dólar americano, sem contar custos de transação e barreiras comerciais.
No ranking completo, fica clara também a perda de valor da moeda americana de um ano para o outro. Em julho de 2025, havia sete moedas sobrevalorizadas na comparação com o dólar tomando o hambúrger como referência. Em julho deste ano, essa lista cresceu para 12 moedas, encabeçadas pelo franco suíço e o peso uruguaio.









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