Renan Santos propõe blockchain em filiações e criação de partidos


Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, defendeu nesta quinta-feira (13) o uso de blockchain em processos de filiação partidária, coleta de assinaturas para criação de partidos e projetos de iniciativa popular. A declaração ocorreu durante a Blockchain.RIO 2026, no Rio de Janeiro.

Questionado sobre a possibilidade de adotar a tecnologia no sistema do Missão, Renan afirmou que pretende levar a discussão aos técnicos da legenda.

“Eu adoraria. Só precisava conversar com os times, mas adoraria e, saindo daqui, vou conversar com técnicos”, afirmou.

Segundo ele, a blockchain poderia ampliar a transparência e reduzir a burocracia em procedimentos que ainda dependem de documentos físicos e validações em cartórios.

“A gente poderia pensar em ter blockchain no processo de coleta de assinaturas para os partidos no Brasil, ou até para processo de abaixo-assinado em lei de iniciativa popular”, disse.

Renan critica burocracia na criação de partidos

Renan também citou a experiência do Missão durante o processo de coleta de assinaturas necessário para a criação da legenda. Para ele, o modelo atual ainda exige etapas consideradas ultrapassadas.

“O processo é muito old school, quer dizer, livro no papel, levar ao cartório físico”, afirmou.

O candidato disse que a tecnologia poderia atender não apenas à gestão interna dos partidos, mas também a outras etapas da participação política.

“Para a filiação partidária, será que seria possível? Eu acho que sim. Eu não sou técnico, mas como sou um entusiasta e vejo isso funcionar em outras áreas, por que não?”

Renan mencionou ainda a coleta de assinaturas para leis de iniciativa popular. Segundo ele, esse procedimento também poderia passar por modernização.

“Aqui no Brasil também é feito de uma maneira um tanto quanto arcaica. Eu acho que isso facilitaria a transparência, diminuiria a burocracia”, declarou.

Blockchain entra no debate após caso Flávio

A fala ocorreu no mesmo dia em que Renan comentou a controvérsia envolvendo a filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Durante a coletiva, o dirigente partidário afirmou que o episódio reforça a necessidade de discutir ferramentas capazes de aumentar a rastreabilidade e a segurança dos processos internos dos partidos.

Embora Renan tenha defendido a adoção da blockchain, ele ressaltou que ainda precisa consultar especialistas para avaliar a viabilidade técnica da proposta.



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