A dupla foi então afastada, Eva Carneiro sairia mesmo do clube pouco depois, movendo depois ações judiciais contra Chelsea e José Mourinho, que seria despedido quatro meses depois. A médica seria recompensada pelos blues, num acordo confidencial, e ouviria também um pedido de desculpas público.
Agora, passados 11 anos, o episódio volta à ribalta graças a “Mourinho”, o documentário da Netflix sobre o agora treinador do Real Madrid. Na película, John Terry, o capitão da altura, menciona um acordo entre todos para a equipa médica apenas entrar se alguém estivesse em sérias dificuldades.
Já Mourinho, então acusado de discriminação sexual por Carneiro, refletiu assim sobre o episódio: “Para mim, uma médica é igual a um médico. Então, como sempre, uso o meu vocabulário quando não estou feliz. Há palavras ditas em momentos de tensão muito, muito elevada”.
E acrescentou: “Não sou médico, mas os meus olhos sabem quando um jogador está lesionado e sabem quando um jogador não está lesionado. Eu sabia que ele [Hazard] não estava lesionado, mas os médicos entraram no relvado e, naquele momento, ficámos reduzidos a nove jogadores”.











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