O Sunderland serviu de modelo para os clubes que conquistaram o acesso à Premier League ao terminar a última temporada na sétima colocação, mas o histórico recente mostra a dificuldade que Coventry City, Ipswich Town e Hull City terão pela frente na temporada 2026-27.
A capacidade do Sunderland de investir pesado no mercado de transferências para reforçar o elenco foi um dos principais fatores para o sucesso — e, atualmente, talvez seja o fator mais importante para determinar se uma equipe conseguirá permanecer na elite.
É significativo, porém, que o clube tenha contratado até agora apenas o lateral-direito Thomas Meunier, como agente livre vindo do Lille, apesar das exigências adicionais que o futebol europeu imporá após a classificação para a Europa League.
Quanto Coventry, Ipswich e Hull poderão gastar para reforçar seus elencos será crucial, especialmente porque a diferença de qualidade entre a Championship e a Premier League aumenta com o passar do tempo.
Nas duas temporadas anteriores à última, os seis clubes promovidos — Burnley, Sheffield United, Luton Town, Leicester City, Ipswich e Southampton — subiram para a Premier League e foram imediatamente rebaixados.
Nas últimas dez temporadas, 16 dos 30 clubes promovidos foram rebaixados já em sua primeira campanha na elite. Além disso, pelo menos um time recém-promovido foi rebaixado em 30 das 34 temporadas desde a criação da Premier League, em 1992-93.
O técnico do Coventry, Frank Lampard, comandou uma batalha bem-sucedida contra o rebaixamento quando estava no Everton, na temporada 2021-22, e conhece as pressões que esse tipo de disputa impõe a um elenco.
Novos técnicos
Um ponto favorável aos clubes promovidos é que nove equipes da primeira divisão terão novos treinadores nesta temporada, quase metade da liga. A velocidade com que os jogadores dessas equipes se adaptarem aos novos comandantes pode ser um fator determinante para que outros clubes acabem envolvidos na luta contra o rebaixamento.
Um desses times é o Ipswich. O clube contratou Gary O’Neil para substituir Kieran McKenna, na esperança de que a experiência do treinador na Premier League, adquirida em passagens por Bournemouth e Wolverhampton Wanderers, ajude a equipe a permanecer na elite.
“É por isso que estou aqui”, disse O’Neil aos jornalistas.
“Tenho experiência, já fiz isso antes. O grupo de jogadores se encaixa no que eu gosto. Pelo que observei de fora, existe uma boa cultura, com trabalho duro e honestidade, e o mesmo acontece nas arquibancadas, com os torcedores. Acho que o verdadeiro foco neste ano é: vamos conquistar pontos suficientes, mas ainda assim parecer um bom time de futebol. Precisamos ser bem treinados, estar unidos e trabalhar duro.”
“Mas, quando a temporada chegar ao fim, a única coisa com que a maioria das pessoas vai se importar é quantos pontos colocamos no placar”, acrescentou.
O bósnio Sergej Jakirovic, técnico do Hull, não tem experiência na Premier League, mas demonstra confiança nas chances de sua equipe.
“Nós vamos sobreviver. Eu não conheço o medo. O Sunderland é meu princípio de orientação. O clube identificou jogadores, falando condicionalmente, mais baratos, mas muito bons, principalmente na Bélgica e na França”, disse ele ao site croata Sportske Novosti.
“Vamos precisar de 12 a 15 [novos jogadores]. Conseguir 120 milhões de libras (cerca de R$ 848 milhões) para transferências, como o Sunderland supostamente gastou, é um sonho. Não acredito que teremos tanto dinheiro disponível, mas vamos ver.”
O Coventry disputará sua primeira partida na Premier League em 25 anos contra o atual campeão Arsenal, na abertura da temporada, em 21 de agosto. No dia seguinte, o Hull receberá o Manchester United, enquanto o Ipswich enfrentará o Sunderland em casa.











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