GEO em alta: a corrida pela visibilidade nas respostas da inteligência artificial


Crédito da foto: Magnific

A presença de marcas nas respostas de inteligências artificiais generativas está ligada à visibilidade em fontes externas confiáveis. Segundo a Muck Rack, um estudo com mais de 25 milhões de links citados por ChatGPT, Claude e Gemini mostra que 84% das referências usadas por esses sistemas vêm de earned media, enquanto conteúdos pagos ou publieditoriais respondem por apenas 0,3%. A pesquisa também indica que o tipo de pergunta altera o perfil das fontes citadas, com consultas sobre tendências setoriais puxando mais referências jornalísticas do que perguntas do tipo “como fazer”.

Para Beatriz Ambrio, CEO e fundadora da Mention, a visibilidade nas inteligências artificiais não é apenas uma questão de SEO, mas de reputação e presença editorial consistente. “A inteligência artificial pode ampliar a desigualdade de visibilidade entre grandes empresas e marcas emergentes. Grandes companhias já acumulam anos de matérias, avaliações e referências públicas, enquanto pequenas empresas, mesmo com produtos superiores, não contam com o mesmo volume de evidências externas para serem reconhecidas como autoridade”, afirma.

A executiva avalia que durante muito tempo, as marcas pensaram na presença digital a partir dos próprios canais: site, redes sociais e campanhas. “Agora, existe uma nova camada de descoberta. As pessoas também estão perguntando para as inteligências artificiais quais empresas são relevantes, quais soluções existem e em quem confiar. Essa resposta não nasce apenas do discurso da própria marca, mas daquilo que o mercado reconhece sobre ela. A construção dessa visibilidade exige uma mudança de olhar das empresas sobre comunicação. Não basta produzir conteúdo e esperar que ele seja encontrado. As marcas precisam construir uma trajetória pública de autoridade, com presença em diferentes espaços onde especialistas, jornalistas e consumidores formam suas percepções”, afirma.

O conceito de Generative Engine Optimization (GEO) começa a ganhar espaço no Brasil. Para Ambrosio, a discussão vai além da otimização técnica. “A imprensa sempre foi um espaço de construção de reputação. Agora, ela também passa a ser parte da infraestrutura que determina como as inteligências artificiais descobrem, descrevem e recomendam marcas. O GEO não deve ser visto apenas como uma evolução do SEO ou como uma estratégia para aparecer em uma ferramenta específica. A questão mais ampla é como as marcas constroem relevância em um ambiente onde a inteligência artificial participa cada vez mais das decisões dos consumidores”, conclui.

Sobre a Mention

Fundada em setembro de 2022, pela empresária Beatriz Ambrosio, a Mention é a primeira startup de Relações Públicas da América Latina. A PRTech oferece a seus clientes uma plataforma ágil com IA para o desenvolvimento de estratégias de reputação e relacionamento com a imprensa e para a produção de conteúdos, como releases e artigos. Mais informações: https://mention.net.br/.



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