Maputo, 18 Ago (AIM) – O sector segurador africano deve ampliar a sua capacidade de proteger famílias, empresas e economias perante os crescentes riscos climáticos, económicos e tecnológicos, defendem responsáveis da Organização das Seguradoras da África Oriental e Austral (OESAI) e da Associação Moçambicana de Seguradoras (AMS).
As posições foram manifestadas segunda-feira, em Maputo, no decurso da 48.ª Conferência Anual da OESAI, que decorre sob o lema “Construir a Resiliência de África através de Mercados de Seguros Sustentáveis e Inclusivos”.
Na ocasião, o presidente do Conselho de Direcção da AMS, Manuel Gamito, destacou a necessidade de criar condições para que o sector segurador contribua de forma mais efectiva para o crescimento económico e a inclusão.
“Vamos crescer, temos que crescer, para cuidar do país”, afirmou, defendendo igualmente o aproveitamento da digitalização e o reforço das capacidades para ampliar as oportunidades no sector.
Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração da OESAI e director executivo do grupo Sanlam Kenya PLC, Nyamemba Tumbo, apontou a inclusão como um dos principais desafios dos mercados seguradores africanos, defendendo maior acesso aos serviços de seguros por jovens, mulheres, pequenos negócios, agricultores e outras comunidades.
“Temos que ter um mercado de seguros inclusivo”, afirmou Tumbo, sublinhando que a protecção financeira “não deve ser um privilégio”, mas estar acessível às populações.
Segundo o dirigente, a transformação digital e o recurso a ferramentas avançadas de análise estão a permitir criar serviços mais rápidos, personalizados e acessíveis.
Tumbo defendeu igualmente o reforço das capacidades profissionais e técnicas através da formação, assistência técnica e partilha de conhecimentos entre os países da região.
Para o responsável, os seguros constituem um instrumento importante de gestão de riscos, sobretudo num contexto marcado por alterações climáticas, transformações económicas e tecnológicas.
A conferência pretende promover a troca de experiências e a criação de parcerias destinadas a fortalecer os mercados seguradores da região, tornando-os mais sustentáveis, inclusivos e resilientes.
O encontro reúne representantes de vários países africanos e outros intervenientes do sector segurador, incluindo reguladores, empresas e parceiros de desenvolvimento.
A realização da conferência em Maputo constitui também uma oportunidade para reforçar a cooperação entre os mercados seguradores africanos e identificar soluções comuns para os desafios que afectam o continente.
(AIM)
NL/pc










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