A língua ‘universal’ dos árbitros não é o inglês… Caravina responde!
Analista de arbitragem do Estadão responde essa pergunta e comenta sobre arbitragem da final. Crédito: Estadão
Que absurdo vimos no Barradão essa noite de Brasileirão… O árbitro da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), Alex Stefano, apitou Vitória x Palmeiras pelo Brasileirão, na casa do Vitória. No VAR estava o mineiro Marco Aurélio Fazekas.
O primeiro lance polêmico foi do autor do primeiro gol do Palmeiras, o Maurício, que, antes do primeiro gol, atingiu com o cotovelo o queixo do Cacá. E, diferente do que eu vi as pessoas falando, eu não vejo intenção do Maurício de atingir com esse cotovelo o queixo do seu adversário.
Vejo que ele tenta usar o braço para proteger, faz um movimento adicional para impedir a passagem do defensor e atinge com força alta o queixo do seu adversário, que até cortou, segundo os jogadores do Vitória. Mas o fato de não ser intencional não tira a imprudência do atacante. E o fato de ele fazer o movimento adicional deixa evidente que ele usou de força alta. E, como ele utilizou força alta para disputar a bola e atingiu o rosto do seu adversário, esse lance deve ser considerado um jogo brusco grave, e jogo brusco grave é cartão vermelho. É um erro evidente. O VAR deveria ter recomendado a revisão para expulsão do atacante palmeirense.

Alex Gomes Stefano aplicou dois cartões vermelhos ao time do Vitória. Foto: Cesar Greco/Palmeiras
E aí, logo na sequência, com o jogo ainda 0 a 0, o Cacá atinge a bola e, na sequência, acaba atingindo com as travas da chuteira a altura da canela do Arias. E, como vocês bem sabem, não é porque atingiu a bola que isso livra de atingir o seu adversário de qualquer forma. E, antes de falar para vocês, vou lembrá-los desse lance na Libertadores, em que o Gómez atinge a bola e, na sequência, atinge, de raspão, com as travas da chuteira, o seu adversário.
E eu expliquei aquele dia que esse tipo de lance tem de ser considerado temerário, pois não pega em cheio o seu adversário. Diferente da cotovelada do Maurício, que crava no queixo, essas travas da chuteira do Cacá atingem de raspão a canela do atacante do Palmeiras. O árbitro errou em não dar a falta e aplicar o amarelo para o defensor do Vitória. Mas o VAR, ainda mais o VAR que nos prometeram ser menos participativo, errou mais feio ainda em recomendar revisão em um lance claro de amarelo.
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E aí, para piorar tudo, após a revisão no VAR, o árbitro expulsou o Cacá e, em uma atitude nada profissional, o Luan Cândido faz um gesto que todos nós conhecemos de dizer que a arbitragem estava roubando o Vitória. Kaio Jorge já foi expulso pelo mesmo motivo no ano passado, e é, sim, uma atitude passível de revisão. E o VAR fez o correto em recomendar a revisão para expulsar o segundo defensor do Vitória.
E é triste ver que a CBF está investindo na arbitragem, profissionalizou, paga salário em dia, traz mais e mais tecnologias para a arbitragem, mas não adianta de nada enquanto continuar fazendo política com a escolha dos árbitros. Não são os melhores que chegam mais longe, são os escolhidos. Alex Stefano foi o escolhido da Ferj e deve se tornar FIFA quando o Arleu decidir parar. Quem paga o preço somos nós que gostamos de futebol. Infelizmente!











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