48 seleções, artilheiros, Trump e Fifa: o que deu certo e errado na maior Copa de todos os tempos


Em meio a boa histórias, desfile de craques e artilheiros dentro de campo, a Copa do Mundo chegou ao fim também repleta de polêmicas extracampo, principalmente envolvendo o presidente americano Donald Trump e sua política imigratória e a controversa relação com a Fifa de Gianni Infantino.

Depois de 39 dias e 104 jogos, O GLOBO preparou um balanço mostrando o que de melhor aconteceu e o que marcou negativamente a maior Copa do Mundo de todos os tempo.

Apesar das críticas iniciais pelo aumento no número de seleções, a expansão da Copa do Mundo trouxe boas histórias a competição, com participações inéditas de seleções como Cabo Verde e Curaçao, e o retorno da RD Congo.

Como poucas vezes se viu, a Copa do Mundo teve uma briga muito acirrada pela artilheira da competição, que foi até as decisões do terceiro lugar e do campeão, envolvendo nada menos do que Kylian Mbappé, que acabou com 10 gols, e Messi, que ficou com 8. Haaland e Kane também se envolveram na disputa durante o Mundial.

Messi e Mbappé disputaram artilharia histórica da Copa — Foto: Roberto Schmidt / AFP e FRANCK FIFE / AFP

Pela primeira vez na história, as quatro primeiras colocadas do ranking da Fifa chegaram nas semifinais da Copa do Mundo. Mesmo com sofrimento nos casos de Argentina e Inglaterra, as quatro seleções confirmaram dentro de campo o favoritismo que carregavam e não deram espaço para surpresas.

México como sede da Copa

Apesar de ter recebido apenas 13 dos 104 jogos, o México marcou a Copa do Mundo. Desde a abertura até a jogaço entre a seleção mexicana e a Inglaterra nas oitavas de final, o clima das partidas no país foi elogiado por jogadores e torcedores estrangeiros.

Torcedores do México começam a chegar no Estádio Azteca, palco da abertura da Copa do Mundo 2026 — Foto: Alfredo ESTRELLA / AFP
Torcedores do México começam a chegar no Estádio Azteca, palco da abertura da Copa do Mundo 2026 — Foto: Alfredo ESTRELLA / AFP

A cerimônia da entrada das seleções em campo, com as bandeiras esticadas no gramado e os hinos cantados com os dois times perfilados no círculo central ficou esteticamente agradável e foi uma das boas novidades desta edição.

A proximidade entre Trump e Infantino não era uma novidade, mas o caso Balogun, atacante dos Estados Unidos que foi expulso contra a Bósnia e entrou em campo no jogo seguinte contra a Bélgica, expôs a estreita relação entre os dois e a interferência do presidente americano na Copa.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na final da Copa do Mundo — Foto: Justin Setterfield/Getty Images/AFP
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na final da Copa do Mundo — Foto: Justin Setterfield/Getty Images/AFP

Em meio a tantas polêmicas e decisões controversas, o silêncio de Gianni Infantino, que não concedeu entrevistas coletivas durante a Copa, marcou uma Fifa pouco transparente e que deixou ainda mais dúvidas sobre a organização do torneio e a subserviência ao governo Trump.

Ainda no lado político, as leis anti-imigração americanas barraram árbitro, torcedores e até membros de delegações de seleções. O Irã, em guerra com os EUA, ainda teve a sua participação prejudicada por não poder permanecer no país após as partidas.

Pode não parecer, mas a Copa do Mundo não teve só um, mas três mascotes. Pouco aproveitados, Maple (Canadá), Zayu (México) e Clutch (EUA) passaram despercebidos e terminaram o Mundial esquecidos.

Criticada por técnicos e jogadores, e até vaiada nos estádios, a pausa para hidratação — e para os comerciais — dividiu o jogo em quatro tempos e teve impacto direto na dinâmica das partidas.

Pausa para hidratação — Foto: Elsa/Getty Images/AFP
Pausa para hidratação — Foto: Elsa/Getty Images/AFP

Ingressos com preços dinâmicos

A política de preços dinâmicos na venda de ingressos elevou consideravelmente o valor das entradas para os jogos da Copa, que depois foram revendidos por valores ainda maiores, inclusive no site de revenda oficial da Fifa.

Evento com finalistas na véspera da final

Um dia antes da final da Copa, técnicos e capitães de Espanha e Argentina precisaram participar de uma feira de futebol em Nova York, organizada em parceria com a Fifa. O evento gerou momentos constrangedores, com reclamações públicas de De la Fuente e Scaloni.

Show no intervalo da final

Em mais um sintoma de um mega-evento nos Estados Unidos, a final da Copa do Mundo teve um longo show no intervalo da final, que fez o período entre os dois tempos ter longos 28 minutos, com apresentações que pouco empolgaram o público presente no estádio.



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