A Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, destacou-se como a primeira edição com 48 seleções e 104 partidas, estabelecendo recordes de 308 gols e 6.810.966 torcedores. Lionel Messi, aos 39 anos, ampliou sua coleção de recordes, tornando-se o jogador com mais assistências (12) e vitórias (23) em Mundiais, além de igualar Cristiano Ronaldo e Guillermo Ochoa com seis participações.
A Copa do Mundo de 2026 entra para a história como uma das edições mais marcantes do torneio. Disputada pela primeira vez com 48 seleções e 104 partidas, a competição estabeleceu novos recordes de gols, de público total e de jogos realizados, além de consolidar marcas inéditas de Lionel Messi, Kylian Mbappé e Cristiano Ronaldo. Os dados reúnem estatísticas oficiais da Fifa e levantamentos do ge.
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O principal recorde coletivo foi o de gols em uma única edição da Copa do Mundo. Foram 308 gols, o que supera os 172 registrados no Catar, em 2022. O aumento, porém, também reflete o novo formato da competição, que passou de 64 para 104 partidas.
A edição de 2026 também entrou para a história ao registrar o maior público total já visto em um Mundial. Ao todo, 6.810.966 torcedores passaram pelos estádios dos Estados Unidos, México e Canadá, superando o antigo recorde de 3.568.567 espectadores, estabelecido na Copa de 1994, nos Estados Unidos.
A comparação, entretanto, exige uma ressalva: como a competição teve praticamente o dobro de jogos, o recorde refere-se ao público acumulado. Em média de torcedores por partida, a Copa de 1994 continua superior, mantendo a liderança histórica nesse indicador.
O torneio também estabeleceu outras marcas coletivas importantes. Com 104 partidas, tornou-se a maior Copa do Mundo já disputada. Na fase de grupos foram marcados 215 gols, novo recorde da competição, além de 14 gols contra, também a maior quantidade registrada em uma única edição.
Apesar do volume ofensivo, a média de 2,96 gols por jogo ficou apenas entre as maiores da história, distante do recorde de 5,38 gols por partida, alcançado na Copa de 1954, disputada na Suíça.
Aos 39 anos, Lionel Messi, pelo menos aparentemente, encerrou sua trajetória em Copas ampliando uma coleção de recordes. Segundo levantamento ge, tornou-se o jogador com mais assistências da história dos Mundiais, com 12, passou a liderar o ranking de vitórias, com 23, e igualou Cristiano Ronaldo e Guillermo Ochoa como atleta com mais participações em Copas do Mundo, com seis edições.
O argentino ainda se tornou o jogador mais velho a marcar um hat-trick em uma Copa do Mundo, aos 38 anos e 357 dias, superando justamente Cristiano Ronaldo. Também passou a deter os recordes de maior intervalo entre o primeiro e o último gol em Mundiais, superior a 20 anos, além das marcas de gols em jogos consecutivos, gols consecutivos em fases eliminatórias, gols de fora da área e assistências distribuídas em diferentes edições da competição, segundo a base histórica do ge.
Cristiano Ronaldo também entrou para a história. Ao disputar sua sexta Copa do Mundo, igualou Messi e Ochoa no recorde de participações e tornou-se o primeiro jogador a marcar gols em seis edições diferentes do Mundial. Em contrapartida, passou a dividir com Antonio Carbajal, do México, e Hong Myung-Bo, da Coreia do Sul, o recorde negativo de oito derrotas em Copas do Mundo.
Pelo lado francês, Kylian Mbappé confirmou seu protagonismo histórico. Com 10 gols, conquistou pela segunda vez a Chuteira de Ouro, tornando-se o primeiro jogador a repetir o feito.
O atacante da França, que terminou na quarta colocação, chegou a 22 gols em Copas do Mundo, ultrapassou Miroslav Klose e assumiu a liderança isolada da artilharia histórica acumulada do torneio. Messi, com oito gols, chegou aos 20 na somatória de todas as Copas e é o segundo neste quesito. Mbappé também passou a ser o maior goleador das fases eliminatórias da competição, com 14 gols, superando Leônidas da Silva e Ronaldo Nazário.
Em termos de média de gols por jogo entre os jogadores que lideraram a artilharia das Copas do Mundo, Kylian Mbappé não ocupa a primeira colocação. O recordista histórico, com 22 gols em 22 partidas (média de 1), é o húngaro Sándor Kocsis. O atacante continua sendo o mais eficiente: marcou 11 gols em apenas 5 partidas, média de 2,2 gols por jogo, na Copa de 1954.
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Em seguida aparecem Just Fontaine, da França, no Mundial de 1958, com 13 gols em seis jogos (média de 2,17), o argentino Guillermo Stábile, na Copa de 1930, autor de oito gols em quatro partidas (média de 2).
Leônidas, do Brasil, em 1938, fez oito gols em cinco jogos (média de 1,6), Ademir de Menezes, também da Seleção Brasileira, na Copa de 1950, com nove gols em seis partidas (média de 1,5), e o atacante alemão Gerd Müller, com 14 gols em 13 jogos (média de 1,08), em 1974.
Depois de Mbappé, os que têm melhor média são Ronaldo, com 15 gols em 19 jogos (média de 0,79), Miroslav Klose, com 16 gols em 24 partidas (média de 0,67), e Lionel Messi, que encerrou a Copa de 2026 com 21 gols em 34 jogos, média de 0,62 gol por partida.
As estatísticas da Fifa mostram o domínio da Espanha em diversos fundamentos do jogo. A campeã mundial terminou a competição com sete partidas sem sofrer gols, liderou o número de passes certos (4.945), bolas recuperadas (399), escanteios (54) e apresentou o maior índice de gols esperados (xG), com 17,48. A França dividiu com a Inglaterra o posto de melhor ataque da competição, com 20 gols.
Entre os destaques individuais da edição, o volante Rodri liderou o torneio em passes certos (747) e distância percorrida, com mais de 96 quilômetros ao longo da competição. Orlando Gill, do Paraguai, terminou como o goleiro com mais defesas (28), enquanto o meia francês Michael Olise foi o principal garçom do Mundial, com sete assistências. Mbappé, por sua vez, encerrou a competição também como artilheiro da edição.
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