Estudo aponta geração de 73,7 mil empregos, aumento da renda e impacto direto no turismo durante o Mundial realizado no país
4 ago
2026
– 03h07
(atualizado às 03h28)
A Copa do Mundo Feminina de 2027 terá impacto além dos gramados. Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) para a Embratur aponta que o Mundial no Brasil deve movimentar R$ 8,8 bilhões na economia.
A Agência RTI Esporte apurou que a projeção leva em conta os impactos diretos e indiretos do torneio, como investimentos na organização, crescimento do turismo e movimentação em setores ligados ao esporte e ao entretenimento.
Segundo o levantamento, a competição também deve contribuir para a geração de 73,7 mil empregos, criar aproximadamente R$ 4,5 bilhões em renda e resultar em uma arrecadação estimada de R$ 928 milhões em tributos.
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Os números reforçam o potencial econômico da Copa do Mundo Feminina e mostram como grandes eventos esportivos podem funcionar como agentes de desenvolvimento para diferentes áreas da economia.
Turismo será um dos principais motores do impacto econômico
Um dos fatores considerados pelo estudo é o aumento da circulação de turistas durante a competição. A expectativa é que torcedores brasileiros e estrangeiros movimentem setores como hotelaria, transporte, alimentação, comércio e serviços.
O Mundial feminino será realizado em diferentes cidades brasileiras, o que amplia a distribuição dos efeitos econômicos. Além dos locais que receberão partidas, regiões próximas também podem ser beneficiadas pela movimentação de visitantes.
A chegada de turistas internacionais representa uma oportunidade para fortalecer a imagem do Brasil como destino esportivo e turístico. Eventos dessa dimensão costumam ampliar a exposição global do país e gerar novas oportunidades de negócios.
Investimentos impulsionam cadeia produtiva
O impacto econômico também considera os investimentos na organização do torneio, incluindo infraestrutura e serviços para receber delegações, torcedores, voluntários e profissionais envolvidos no evento.
A participação da FIFA e das entidades responsáveis pela organização da competição será um dos elementos responsáveis por movimentar a economia. Esses investimentos geram demanda por mão de obra e estimulam empresas ligadas ao evento.
Além disso, o crescimento da visibilidade do futebol feminino pode gerar efeitos de longo prazo. A maior exposição da modalidade tende a ampliar investimentos, fortalecer clubes e atrair novos públicos para o esporte.
Futebol feminino ganha força como vetor de desenvolvimento
A realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil representa um momento histórico para a modalidade. Será a primeira edição do Mundial feminino organizada no país e também a primeira realizada na América do Sul.
Além do impacto financeiro, a competição tem potencial para ampliar a participação feminina no esporte e estimular projetos relacionados à formação de atletas, inclusão social e desenvolvimento de novas oportunidades.
O crescimento do futebol feminino nos últimos anos tem atraído mais investimentos, audiência e interesse comercial. A Copa de 2027 surge como uma oportunidade para consolidar esse avanço e ampliar a presença da modalidade no cenário nacional.
Com a expectativa de movimentar bilhões de reais, gerar empregos e ampliar a renda, o Mundial deve deixar um legado além dos jogos. A competição pode fortalecer o futebol feminino e contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.










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