A Espanha propôs inicialmente onze estádios, enquanto o Marrocos trabalha na preparação de suas próprias instalações dentro da candidatura conjunta, mas a realidade logo se impôs. No lado espanhol, já se retiraram estádios como o de La Coruña e o de Málaga, e alguns alertam que essa não será a última desistência.
A Federação Espanhola acredita que a Fifa reduzirá o número de estádios na Espanha e no Marrocos juntos. Dos nove estádios atualmente restantes no lado espanhol, espera-se a perda de pelo menos dois ou três, uma lógica que se estende diretamente ao lado marroquino, onde a lista de instalações propostas poderá ser revista segundo os mesmos critérios.
Entre os estádios espanhóis que parecem relativamente confirmados estão o Santiago Bernabéu, o Camp Nou, o Metropolitano e o San Mamés. Já no Marrocos, as cidades-sede enfrentam desafios semelhantes relacionados à capacidade, aos critérios técnicos e à infraestrutura do entorno.
O estádio espanhol Anoeta, por exemplo, tem capacidade no limite máximo do que a Fifa exige, uma situação que pode se repetir em algumas instalações marroquinas que necessitam de atualizações substanciais.
Antón Meana, jornalista da rádio espanhola “Cadena SER“, indica que as chances de Vigo não parecem fortes, enquanto Valência goza de melhores oportunidades, acrescentando que chegar a oito estádios no total já seria considerado uma conquista.
Essa redução esperada significa que as cidades marroquinas também podem perder oportunidades com as quais contavam, especialmente aquelas que investiram no planejamento inicial sem garantias definitivas.
O desafio é comum: a Fifa exige critérios rigorosos que incluem transporte, hotéis e áreas de segurança. Por isso, as cidades que não conseguirem atendê-los rapidamente, seja na Espanha ou no Marrocos, se veem diante da opção de desistir ou do risco de serem excluídas.
Essa realidade coloca os dois países diante da necessidade de uma coordenação minuciosa para apresentar uma proposta equilibrada, que preserve o espírito da organização conjunta sem sobrecarregar qualquer uma das partes com encargos injustificados.










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