Por conta disso, a organização europeia convocou uma reunião emergencial para esta quinta-feira (30). Contudo, a questão é muito mais profunda do que simplesmente a “venda do futebol”.
Para começar, a Fifa — sigla para Federação Internacional de Futebol — é uma entidade, no papel, sem fins lucrativos. Fundada em 1904, ela originalmente tinha não só o objetivo de regular o esporte bretão em todo o planeta, mas também o propósito de difundi-lo. Foi com isso em mente que, em 1930, o então presidente da organização — Jules Rimet — idealizou a primeira edição da Copa do Mundo.
Passados quase 100 anos, o mundial tornou-se o maior evento televisivo do planeta — superando, por exemplo, os Jogos Olímpicos. Contudo, no lado financeiro, a realidade não é exatamente essa. Em 2026, quando as linhas que separam o esporte do entretenimento estão mais turvas, esse é um problema comercial.
De acordo com a Sports Value, a Copa de 2022 obteve um faturamento de US$ 6,2 bilhões — um crescimento em relação aos US$ 5,3 bilhões da edição disputada na Rússia, em 2018. Mais do que isso: o torneio era, sozinho, a única grande receita da Fifa — ocorrendo apenas a cada quatro anos.
Contudo, o estudo — realizado em 2024 — apontou que uma temporada da NFL, a liga de futebol americano, faturava US$ 19,2 bilhões. A MLB, liga norte-americana de beisebol, tinha uma receita de US$ 11,6 bilhões. Já as Olimpíadas, com competições a cada dois anos (alternando entre jogos de verão e inverno), recebiam US$ 10,8 bilhões no ciclo de quatro anos.
A Copa ocupava apenas a sétima posição entre as dez ligas de maior faturamento no mundo. Pior: a consultoria indicava que quatro temporadas de Uefa Champions League equivaliam a uma arrecadação de US$ 14 bilhões.











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