UEFA une forças e adota medida sem precedentes contra o chefe da FIFA, Gianni Infantino


A UEFA realizou nesta quinta-feira uma reunião de emergência com todos os seus 55 membros em resposta aos planos bizarros para a Copa do Mundo do presidente da FIFA, Gianni Infantino, informa o jornalista Martyn Ziegler, do The Times. Nela, as federações chegaram a uma conclusão unânime. A própria UEFA já divulgou um comunicado.

Infantino tem atualmente colocado o mundo do futebol de cabeça para baixo. Segundo seus planos mais recentes, a FIFA quer colocar os direitos comerciais da Copa do Mundo em uma nova empresa, a FIFA Forward Enterprise. Investidores externos poderiam então adquirir participação nessa empresa. A entidade máxima do futebol mundial promete às suas 211 federações filiadas um repasse de 40 milhões de dólares caso aprovem a proposta até 19 de setembro.

O The Times já havia informado anteriormente que, no mundo do futebol, falava-se em “suborno puro”, enquanto organizações como a UEFA e a KNVB também reagiram com indignação. A entidade europeia surgiu com a ideia de um boicote à Copa do Mundo e, para isso, convocou uma reunião de emergência nesta quinta-feira. 

Dela ficou claro que todos os 55 países da UEFA são favoráveis a um boicote à Copa do Mundo. Portanto, a República Tcheca, que antes parecia apoiar os planos de Infantino, também mudou de posição. “A UEFA e suas federações nacionais não participarão das competições da FIFA”, diz o comunicado oficial. 

“A UEFA e seus 55 membros estão unidos como um só. Rejeitamos de forma unânime e inequívoca a proposta da FIFA de transferir participações de propriedade na Copa do Mundo e em outras competições da FIFA para investidores privados. A Copa do Mundo não pode ser tratada como um produto de investimento.” 

“Ela é um dos maiores legados esportivos do futebol. Foi construída ao longo de gerações por jogadores, seleções nacionais e torcedores em todos os continentes. Nenhuma parte dela deve jamais ser transferida a investidores privados. A Copa do Mundo não está à venda”, afirma o texto em tom contundente. 

“É ao mesmo tempo irresponsável e insustentável que uma proposta dessa magnitude para o futebol tenha sido concebida em segredo e levada à beira da aprovação sem consulta significativa àqueles encarregados de proteger o esporte. Isso não é apenas uma profunda falha de liderança, mas também uma negação do dever da FIFA como guardiã do futebol mundial.”

As federações nacionais em todo o mundo agora se veem diante de um ultimato: aceitar a tomada irreversível das maiores competições do futebol ou arcar com as consequências. Isso não é uma ‘decisão democrática’, mas uma gestão por intimidação, uma forma de coerção indigna de uma organização responsável pelo futebol mundial.”



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