A Fifa anunciou nesta sexta-feira que desistiu do projeto de vender participações minoritárias em uma empresa que seria criada para administrar suas principais competições, entre elas a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. A decisão foi comunicada pelo presidente da entidade, Gianni Infantino, apenas três dias após a apresentação da proposta.
Em nota oficial, a Fifa afirmou que a iniciativa só avançaria caso recebesse apoio da maioria das associações nacionais filiadas e após um amplo processo de consultas. Segundo a entidade, as manifestações recebidas mostraram que o projeto gerou divergências incompatíveis com os objetivos pretendidos. “Como dissemos desde o início, fazer isso apenas se a maioria das Associações Membro da FIFA apoiasse e sempre sujeito a um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, as Confederações e as partes interessadas em geral”, informou a nota. Em outro trecho, a entidade acrescentou: “Tendo ouvido atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, não atendem mais ao interesse do objetivo estabelecido em primeiro lugar”.
O plano havia sido apresentado na última terça-feira e previa a criação de uma empresa responsável pela operação das principais competições organizadas pela Fifa. A expectativa era arrecadar cerca de US$ 4,2 bilhões, o equivalente a R$ 21,5 bilhões, com a venda de participações minoritárias. Para entrar em vigor, a proposta dependeria da aprovação das 211 associações nacionais filiadas à entidade, que teriam até 19 de setembro para se posicionar.
A resistência ao projeto surgiu rapidamente. A Uefa foi a primeira confederação a se manifestar e informou que seus 55 membros poderiam boicotar futuras competições organizadas pela Fifa caso a medida fosse aprovada. Em seguida, a Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também divulgaram notas oficiais contrárias à proposta. As demais confederações continentais, entre elas a Conmebol, optaram por discutir o tema internamente antes de se posicionarem. A entidade sul-americana se pronunciou apenas nesta sexta-feira, poucas horas antes do anúncio oficial do recuo da Fifa.











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