Infantino Promete Final da Copa de 2030 Ao Marrocos para Salvar Reeleição, Diz Jornal


O presidente da Fifa, Gianni Infantino, está oferecendo ao Marrocos o direito de sediar a final da Copa do Mundo de 2030 em troca de apoio à sua reeleição como presidente da entidade, segundo o The Times. A proposta ocorre enquanto ele enfrenta pedidos de renúncia após um plano controverso para vender participações nos negócios da Copa do Mundo.

Infantino quer uma declaração formal de apoio do Marrocos, informou o The Times, destacando que a Arábia Saudita, normalmente uma de suas principais apoiadoras, ainda não o endossou.

Segundo o The Times, Infantino convocou funcionários importantes para uma reunião de emergência no Marrocos nesta semana “para tentar salvar sua presidência”. Fontes não identificadas disseram ao jornal que ele prometeu que a final da Copa do Mundo será disputada no Hassan II, estádio com capacidade para 115 mil pessoas que está em construção em Casablanca, no Marrocos.

Infantino perdeu o apoio da Federação Inglesa de Futebol, da Federação Galesa de Futebol e de outras entidades em sua tentativa de reeleição como presidente da Fifa, depois que a União das Associações Europeias de Futebol, a Uefa, decidiu boicotar todas as competições da Fifa após o fracasso do plano de Infantino envolvendo capital privado.

A Copa do Mundo de 2030 está prevista para ser sediada por Espanha, Portugal e Marrocos, com as três primeiras partidas disputadas no Uruguai, na Argentina e no Paraguai para celebrar o centenário do torneio.

Contraponto

O presidente da Federação Espanhola de Futebol, Rafael Louzán, afirmou no início deste ano que a Espanha “será a líder da Copa do Mundo de 2030 e a final dessa Copa do Mundo será aqui”.

Louzán não mudou de opinião desde então. Neste verão no hemisfério norte, disse a jornalistas que “não tem absolutamente nenhuma dúvida de que não há justificativa para a Espanha não sediar a grande final da Copa do Mundo do Centenário”.

A próxima eleição presidencial da Fifa está prevista para março de 2027, no Marrocos. Um novo mandato seria o quarto e último de Infantino como presidente.

Contexto

O plano abandonado de Infantino para a Copa do Mundo pretendia vender uma participação de até 20% nos negócios do torneio a investidores privados, gerando cerca de US$ 4,2 bilhões.

Críticos consideraram a ideia uma ameaça ao modelo sem fins lucrativos da Fifa, já que ela poderia comercializar excessivamente a Copa do Mundo e priorizar os acionistas em detrimento do futebol.

O diretor de operações da Fifa, Kevin Lamour, afirmou na semana passada que os funcionários foram “enganados” pela falta de transparência em torno do plano de Infantino e o classificou como um projeto conduzido por “uma única pessoa”.

Diversas entidades que administram o futebol indicaram que votariam contra a proposta. Infantino agora enfrenta a reação dessas organizações e um número crescente de pedidos para que renuncie, incluindo os do ex-jogador de Real Madrid e Barcelona Luís Figo e do primeiro-ministro britânico Andy Burnham.

*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com e editada por Forbes Brasil



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