A primeira Copa do Mundo com 48 seleções, conquistada neste domingo pela Espanha ao vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação da final disputada em East Rutherford, nos arredores de Nova York, proporcionou um torneio vibrante, repleto de grandes emoções e de histórias que ficarão na memória.
A Fúria voltou a ocupar um lugar de destaque no futebol mundial ao coroar uma campanha marcada pela regularidade, pelo controle do jogo e pela capacidade de se impor nos momentos decisivos.
Comandada por Luis de la Fuente, a Espanha venceu com um gol de Ferran Torres na prorrogação (106′) e recuperou o título 16 anos depois.
Desde o início do torneio, a seleção espanhola demonstrou uma identidade bem definida, com talento ofensivo, equilíbrio coletivo e uma defesa sólida. Nesse funcionamento, destacou-se Rodri, eleito o melhor jogador da Copa do Mundo, como uma das peças fundamentais de uma equipe que retomou o trono com autoridade.
A AFP destaca alguns dos principais temas após mais de cinco semanas de competição nos Estados Unidos, México e Canadá.
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A disputa pela Chuteira de Ouro da Copa do Mundo de 2026 começou cedo e permaneceu emocionante até o fim.
Os nomes no topo da tabela formam um verdadeiro “quem é quem” dos maiores goleadores do planeta: Lionel Messi, Kylian Mbappé, Erling Haaland e Harry Kane.
Mbappé, que marcou dois gols no sábado na derrota da França por 6 a 4 para a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar, terminou como o artilheiro da Copa com 10 gols.
O francês também se tornou o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 22 gols em três edições (média de um gol por partida), um a mais que Messi.
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Estreante na competição, Cabo Verde terminou a fase de grupos invicto e avançou aos dezesseis avos de final em um grupo que incluía Espanha e Uruguai.
“Sinceramente, sinto que estou vivendo um conto de fadas”, disse o meio-campista Deroy Duarte depois que sua equipe garantiu um confronto nas oitavas de final contra a campeã do Catar 2022, a Argentina.
A seleção africana levou a equipe de Messi ao limite, buscando o empate duas vezes, antes de a Argentina marcar o gol da vitória na prorrogação.
A ilha caribenha de Curaçao — o menor país a disputar uma Copa do Mundo tanto em população quanto em território — também teve seu momento de glória ao empatar sem gols com o Equador, depois de sofrer uma goleada de 7 a 1 para a Alemanha em sua estreia.
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A Argentina, repetidas vezes, pareceu vulnerável na Copa do Mundo de 2026, mas sempre encontrou uma maneira de seguir em frente.
A Albiceleste, que defendia o título conquistado no Catar em 2022, passou sem dificuldades pela fase de grupos, mas precisou da prorrogação contra Cabo Verde na segunda fase e virou um jogo que perdia por 2 a 0 nos minutos finais diante do Egito, nas oitavas.
Também precisou da prorrogação para vencer a Suíça nas quartas de final e esteve à beira da eliminação diante da Inglaterra nas semifinais, antes de marcar dois gols nos minutos finais.
A Argentina não apresentou o futebol mais vistoso, mas sua capacidade de nunca desistir tornou-se seu maior trunfo.
Na final, porém, não conseguiu repetir o feito e acabou derrotada por 1 a 0 na prorrogação por uma Espanha claramente superior.
O vergonhoso Caso Balogun
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A Copa do Mundo transcorreu de forma surpreendentemente tranquila fora dos gramados até que Folarin Balogun se viu no centro de uma tempestade política.
O atacante dos Estados Unidos, autor de três gols, foi expulso na partida da segunda fase contra a Bósnia e Herzegovina, ficando suspenso para o jogo seguinte.
No entanto, a FIFA interveio e suspendeu a punição, provocando ampla condenação, especialmente quando veio à tona que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia interferido.
A seleção anfitriã acabou goleada por 4 a 1 pela Bélgica nas oitavas de final, com pouca influência de Balogun. Depois, o atacante de 25 anos admitiu que o episódio aumentou ainda mais a pressão sobre a equipe.
Haaland vira fenômeno viral
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Erling Haaland levou a Noruega às quartas de final, seu melhor desempenho em uma Copa do Mundo, e também se tornou um fenômeno nas redes sociais graças às suas publicações peculiares.
O poderoso atacante do Manchester City conquistou 30 milhões de novos seguidores no Instagram desde o início do torneio, ultrapassando a marca de 71 milhões.
Haaland, de 25 anos, cuja seleção foi eliminada pela Inglaterra nas quartas de final, agora possui muito mais seguidores no Instagram do que a conta oficial do Manchester City.
Uma de suas publicações mostrava a “remada viking”, que se tornou uma das imagens inesquecíveis da competição. O ritual consistia nos jogadores conduzindo os torcedores noruegueses em um movimento sincronizado de remada em um barco viking imaginário.
Ele também compartilhou uma foto de seu retorno à Noruega acompanhado de um guaxinim de pelúcia, escrevendo: “Ele me seguiu até em casa”.
Disputa pelas Ilhas Malvinas
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A preparação para a semifinal entre Argentina e Inglaterra foi marcada por referências às disputadas Ilhas Malvinas (Falklands, em inglês). A Albiceleste virou o placar após sair atrás e venceu por 2 a 1, alcançando sua sétima final de Copa do Mundo.
Após o apito final, os jogadores exibiram uma faixa com a inscrição: “As Malvinas são argentinas”.
O Reino Unido pediu à FIFA que investigasse o incidente, e a entidade máxima do futebol divulgou um comunicado informando que estava “avaliando os relatórios da partida”.










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