A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino aprovaram a adoção de novas regras de arbitragem para os jogos nacionais. A decisão ocorreu durante a terceira reunião para a criação da Liga do Futebol Brasileiro, realizada nesta segunda-feira, 10 de agosto, no Rio de Janeiro.
Segundo a entidade, as alterações passam a valer de forma imediata nas séries A, B, C e D masculinas, a primeira divisão (Série A1) feminina e a Copa do Brasil. As regras são determinadas pela Internacional Board – órgão que define, regulamenta e altera as leis do futebol – e já foram aplicadas na última Copa do Mundo. O objetivo, de acordo com a CBF, é reduzir o tempo perdido com paralisações nos jogos.
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Durante a reunião, a confederação apresentou o relatório “Tempo de Bola Rolando no Futebol Brasileiro”, com um diagnóstico inédito sobre o tema. A Federação Internacional de Futebol (Fifa) tem como meta o mínimo de 60 minutos de bola correndo por jogo. Antes da pausa para a Copa, o tempo médio registrado na Série A do Brasileirão masculino, segundo o relatório, foi de 52 minutos e 54 segundos por partida.
Comparando com os dados de 2026 das grandes ligas internacionais, que também não alcançam a meta, a Ligue 1 e a Bundesliga têm 56:17 de tempo de bola, e a Premier League registra 55:23.
A estimativa da CBF é de que as novas regras permitam chegar a 6 minutos e 22 segundos de média nos jogos nacionais.
‘Lei Vini Jr.’
Outra novidade foi a aprovação do Protocolo Vini Jr., que oficializa a possibilidade de expulsão para o jogador que tapar a boca de forma intencional durante alguma discussão em campo.
A medida tem origem no incidente durante uma partida do Real Madrid contra o Benfica em fevereiro deste ano, em Lisboa. O jogador argentino Luca Prestianni escondeu a boca com a mão e parte da camisa durante uma discussão com o brasileiro, que denunciou ter sido xingado de ‘macaco’. Dois meses depois, a UEFA puniu Prestianni com seis jogos de suspensão por conduta racista.
Veja o que muda:
1. Cinco segundos para arremesso lateral. Contagem começa assim que o jogador tiver a bola em mãos.
2. Cinco segundos para cobrar tiro de meta. Árbitro apita e conta cinco segundos. Caso goleiro exceda tempo, concede escanteio ao adversário.
3. Dez segundos para deixar o campo em substituições. Jogador substituído deve sair pelo ponto mais próximo de forma célere, sem caminhada.
4. Um minuto fora após atendimento. Atleta que for atendido no gramado precisará sair e deve permanecer fora por um minuto.
5. Após atendimento ao goleiro um jogador de linha fica fora por um minuto. Treinador indica quem cumpre o minuto fora.
6. Somente o capitão fala com o árbitro. Um único interlocutor por equipe durante toda a partida.
7. Cobrir a boca em discussão: vermelho (Protocolo Vini Jr). Tapar intencionalmente a boca ao discutir com adversário será conduta passível de expulsão.
8. Checagem de VAR para aplicação de segundo cartão amarelo. Passa a ser revisável pelo VAR o cartão que resulta em expulsão.
9. Checagem de VAR para escanteio concedido por engano. Esta é a única medida que fica aprovada apenas para 2027. Decisão do escanteio é revertida pelo VAR se puder ser alterada imediatamente e sem atrasar o reinício.
*Com informações da Agência Brasil.











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