Depois de a Uefa falar até em boicote às competições da Fifa diante da ideia de venda de direitos da Copa do Mundo e outros eventos, a entidade voltou atrás. Mas a crise gerada ainda não chegou ao fim. Membros do conselho se preparam para convocar uma reunião extraordinária em que o cargo do presidente Gianni Infantino seria colocado em xeque. A repercussão chegou até clubes: neste domingo, o Real Madrid divulgou uma nota oficial em que agradece à federação europeia e outras entidades que “se opuseram com firmeza e responsabilidade a este projeto”.
No entendimento do clube espanhol, isso protegeu o futebol “em um momento decisivo”. O Real observa ainda que “valoriza muito positivamente” que a Fifa tenha desistido da ideia, o que classificou como “uma boa notícia”.
“Os clubes são a base sobre a qual se constrói o futebol de seleções e a Copa do Mundo. São eles que descobrem, formam, desenvolvem e colocam à disposição das seleções nacionais os jogadores que tornam possíveis essas grandes competições”, diz o Real em trecho do comunicado, em que também observa que o futebol de seleções e o Mundial “nunca devem ser tratados como simples ativos financeiros destinados a serem comercializados em benefício de poucos”.











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