Fred Rutten relembrou nesta segunda-feira, no Rondo, da Ziggo Sport, um período extremamente difícil. O treinador foi nomeado em março como técnico da seleção de Curaçao e também iria à Copa do Mundo. Dick Advocaat, porém, voltou e acabou sendo o responsável pela equipe no torneio final.
”Eu simplesmente passei por um período ruim, e a Copa do Mundo também não terminou bem para mim. Isso foi muito desagradável. Na verdade, prefiro não falar mais sobre isso, porque já passou”, revelou o sincero Rutten no talk show.
Rutten deu logo um exemplo: ”Nesses momentos, sempre acho isso o mais difícil. Quando seu neto aparece, você está sentado em frente à TV e ele diz: Vovô, você não ia para lá? Isso dói. Foi assim o impacto que isso teve em mim.”
Segundo Rutten, o fato de ele não ter comandado Curaçao na Copa do Mundo se deve a ‘um jogo que foi feito’. ”Olha, claro que eu sei de uma coisa ou outra. Mas prefiro não falar sobre isso. Se eu começar a falar sobre isso, vou ter de prejudicar pessoas. Já se falou muito sobre isso e já se disse muita coisa. Quero deixar assim.”
De acordo com o próprio Rutten, ele foi atingido sobretudo como ser humano por toda a questão. ”Quando uma bússola moral desaparece, fica difícil viver.”
O chefe de imprensa Kees Jansma ficou furioso com toda a forma como as coisas aconteceram, mostrou solidariedade a Rutten e pediu demissão. Ele chamou a decisão de preterir Rutten de ‘ilegítima e inaceitável’.
”Essas palavras correspondem totalmente à forma como eu me senti. Kees também sentiu isso dessa maneira”, concluiu o sincero Rutten ao fim de seu relato.











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