A conquista da Copa do Mundo de 2026 pela Espanha foi construída muito além da qualidade técnica. Em entrevista ao jornal ‘Marca’, da Espanha, o técnico Luis de la Fuente explicou que o grande trunfo da equipe esteve na forma como o grupo soube interpretar cada partida e lidar com as diferentes dificuldades encontradas ao longo do torneio.
Segundo o treinador, a campanha serviu para mostrar que uma Copa do Mundo exige uma abordagem completamente diferente de outras competições, principalmente pela variedade de estilos de jogo enfrentados.
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Cabo Verde trouxe o primeiro alerta para a Espanha
De la Fuente afirmou que a Espanha precisou encarar a realidade logo diante de Cabo Verde, confronto que serviu como um importante aprendizado para a sequência da competição.
— Cabo Verde nos trouxe de volta à realidade, lembrando-nos dos desafios que todos enfrentamos. O conceito de uma Copa do Mundo, que insisto ser completamente diferente do Campeonato Europeu, está muito longe da competição real — afirmou o treinador.
Na sequência, o treinador destacou a vitória sobre a Arábia Saudita e a postura da equipe diante do Uruguai.
— A Arábia Saudita confirmou que, quando se tem consciência da dificuldade, é preciso manter a calma e a confiança. Já contra o Uruguai, destaco a maturidade do grupo e nossa recusa em cair na armadilha deles. Mostramos compostura e talento futebolístico — destacou.
Ainda sobre o início do mata-mata, ele lembrou que o triunfo sobre a Áustria deu confiança para o restante da caminhada.
— Nas oitavas de final, contra a Áustria, ganhamos novo impulso, dando continuidade ao que havíamos conquistado nas partidas anteriores.
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Cada fase exigiu um desafio diferente
Para De la Fuente, cada adversário das fases eliminatórias apresentou um obstáculo específico. O treinador revelou que já enxergava Portugal como uma decisão antecipada.
— Com o Portugal de Cristiano Ronaldo, eu já previa que seria uma final antes mesmo da final. Eles eram um dos favoritos e exigiam o máximo de nós — revelou.
Sobre o duelo contra a Bélgica, nas quartas de final, o comandante espanhol admitiu que via o confronto como uma armadilha, mas elogiou a reação da equipe após sofrer seu primeiro gol no Mundial.
Na semifinal, diante da França de Kylian Mbappé, apontada como uma das favoritas ao título, De la Fuente disse que a tranquilidade do elenco fez toda a diferença.
— Depois, na semifinal, enfrentamos a França de Mbappé, os favoritos absolutos. Mas acho que havia mais ansiedade nas arquibancadas do que dentro do nosso próprio grupo. Nós nos comportamos como uma verdadeira equipe e, do início ao fim, controlamos a partida. Éramos uma unidade coesa. O desempenho de cada jogador foi excepcional, mas, como equipe, fomos ainda melhores, e é isso que os torna os melhores — afirmou.
Final coroou o planejamento espanhol
Ao relembrar a decisão contra a Argentina, De la Fuente classificou o confronto como o maior desafio da campanha. O treinador destacou o peso de enfrentar a então campeã mundial e a despedida de Lionel Messi da seleção argentina.
— E o jogo contra a Argentina foi o jogo dos jogos. Os atuais campeões, um time de três estrelas, a aposentadoria de Messi… O jogo dos sonhos. A vitória foi a culminação de tudo o que havíamos proposto ao longo de toda a competição. E a análise final foi que, no geral, toda a Copa do Mundo se desenrolou conforme planejado e previsto — disse.











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