Uefa mantém boicote à Fifa e investiga plano de venda de direitos comerciais do futebol


Gianni Infantino, presidente da Fifa, fala durante evento na Copa do Mundo 2026 – Divulgação / Fifa

⚡ Máquina Fast

  • Uefa ameaça boicotar competições da Fifa por falta de confiança em Gianni Infantino.
  • Investigação independente será encomendada para analisar venda dos ativos comerciais da Fifa.
  • Conmebol evita confronto direto com Infantino e se limita a manifestar preocupação institucional.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Uefa reforçou a ameaça de boicotar as competições organizadas pela Fifa e reiterou a perda de confiança na presidência de Gianni Infantino.

A medida ocorre apesar de o dirigente ter abandonado o projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), que previa a venda de uma participação de 20% dos ativos comerciais para a Thrive Capital, empresa norte-americana de private equity liderada por Joshua Kushner, por US$ 4,2 bilhões.

Boicote

Em comunicado oficial, a entidade europeia afirmou que o apoio público manifestado por dirigentes da Fifa a Infantino “não muda nada” e que as condições exigidas para evitar o boicote não foram cumpridas.

“As associações da Uefa foram muito claras quanto às condições impostas à sua não participação nas competições da Fifa”, destacou o comunicado.

“Em primeiro lugar, as propostas de privatização das principais competições tiveram de ser retiradas e, em segundo lugar, foi necessário garantir que tais tentativas de desfigurar o futebol desta forma nunca mais se repetirão”, acrescenta a nota.

A crise pode afetar diretamente a Copa do Mundo Feminina Sub-20, programada para começar em 5 de setembro na Polônia. No âmbito adulto, a próxima grande competição da Fifa será a Copa do Mundo Feminina 2027, que será disputada pela primeira vez no Brasil.

A Fifpro, sindicato global dos jogadores, também se manifestou de forma contundente contra a gestão do dirigente. A organização condenou o que classificou como “um profundo abuso de poder presidencial”.

“O Fifa Forward Enterprise acabou, mas o abuso de poder que o gerou permanece. Reformas na governança, e não uma tentativa de encobrir o ocorrido, são urgentemente necessárias. A retirada do FFE era inevitável. Mas retirar a proposta não apaga o que ela revelou.”

LEIA MAIS: Conmebol se pronuncia sobre crise na Fifa, mas sem dizer muita coisa
LEIA MAIS: Gianni Infantino enfrenta crise na Fifa após acusações sobre a Copa 2030 e Superliga Europeia

Investigação

Paralelamente à manutenção do boicote, a Uefa planeja encomendar uma avaliação independente para investigar os moldes da proposta de venda elaborada por Infantino.

A preocupação central da entidade europeia reside na possibilidade de os lucros futuros do torneio terem sido negociados por um valor abaixo do mercado, sem a realização de um processo de licitação competitiva.

Analistas de mercado apontam questionamentos sobre a estimativa de US$ 20 bilhões atribuída aos ativos comerciais da federação, dado que o ciclo de quatro anos encerrado recentemente gerou US$ 15 bilhões. Para dirigentes europeus, essa avaliação foi muito baixa diante do potencial de arrecadação do futebol.

Entre pessoas envolvidas nas discussões da Uefa, uma fonte comentou de forma contundente ao jornal britânico The Guardian sobre a situação. “Precisamos descobrir se eles estavam vendendo a Copa do Mundo a preço de banana. Como chegaram a US$ 20 bilhões? Foi um processo rigoroso?”, quertionou.

Conmebol

A Conmebol foi, até agora, a única confederação continental que não confrontou Infantino. Nem o apoiou. Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (6), a entidade sul-americano escreve um longo texto sem dizer muita coisa.

O Conselho da Conmebol, reunido nesta quinta-feira “celebra a decisão da Fifa de retirar a proposta Fifa Forward Enterprise”. Porém, “manifesta, de forma unânime, sua preocupação com as reiteradas ações unilaterais adotadas sem recorrer ao diálogo nem aos mecanismos institucionais previstos para o tratamento desse tipo de situação”.

Nenhuma citação de quem agiu sem ouvir as demais instâncias do futebol. Infantino, pivô de toda a polêmica com a FFE, nem sequer é citado.

Preocupado em assegurar apoio sul-americano, Infantino deve viajar à região. Nesta sexta-feira (7) ele participa, em Cali, da cerimônia de posse de Abelardo De La Espriella, presidente eleito da Colômbia.



Source link

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *