Cruzeiro comemora 50 anos do primeiro título da Copa Libertadores


Dia 30 de julho, uma data especial no coração de cada torcedor do Cruzeiro Esporte Clube. Há 50 anos, o gigante estrelado escrevia pela primeira vez o seu nome na história do futebol sul-americano e levantava o título da Copa Libertadores da América, em uma batalha memorável no estádio Nacional, em Santiago, no Chile, diante do River Plate, da Argentina.

A conquista cruzeirense foi marcada por jogos inesquecíveis, gols de placa, e uma final digna de cinema.

Liderado pelo técnico Zezé Moreira e por estrelas como Piazza, Nelinho, Jairzinho, Joãozinho, Palinha, Roberto Batata entre outros, o primeiro jogo da campanha foi um cartão de visitas do que seria a trajetória cruzeirense no torneio, um espetacular 5 a 4 contra o Internacional de Porto Alegre, no Mineirão, no dia 7 de março de 1976. O duelo é considerado até hoje um dos maiores embates da história do futebol brasileiro.

Além do duelo contra o Inter, foram mais 12 jogos disputados, tendo o Cruzeiro ao todo 11 vitórias, um empate e uma derrota – um aproveitamento de 87,2%. Foram 46 gols marcados e 17 sofridos. Palinha, com 13 gols, foi o artilheiro da competição.

Os jogos decisivos contra o River Plate e a epopéia da final em Santiago

Os jogos das finais foram diante de um adversário de respeito e temido por todo continente, o River Plate da Argentina. No primeira jogo, no Mineirão, goleada celeste por 4 a 1. No segundo confronto, em Buenos Aires, o River venceu por 2 a 1. O resultado forçou o terceira e decisivo jogo em campo neutro, já que o regulamento há época não previa critério de desempate por saldo de gols.

O palco da decisão foi o estádio Nacional, de Santiago, no Chile. O time estrelado começou bem o jogo e abriu 2 a 0 no placar, com gols de Nelinho, de pênalti, e Eduardo. O River buscou o empate com gols de Oscar Más e Urquisa. Mas a catarse estava reservada aos 46 minutos do segundo tempo, com um gol inesquecível.

Após Palhinha sofrer falta na entrada da área adversária, Joãozinho (sem autorização da comissão técnica cruzeirense) cobrou a falta no ângulo e marcou o 3 a 2. Taça na mão e título inédito para o Cruzeiro e para o futebol mineiro.



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