As negociações para a transferência do astro egípcio Mohamed Salah para a Liga Saudita tiveram novos desdobramentos, depois que esbarraram na exigência do jogador por um contrato financeiro milionário, o que fez com que as conversas ficassem paralisadas, apesar do grande interesse em contratá-lo após o fim de sua trajetória histórica no Liverpool.
O capitão da seleção egípcia, de 34 anos, continua as negociações sobre a transferência para a Arábia Saudita, mas suas elevadas exigências financeiras tornaram-se o principal obstáculo para a conclusão do negócio neste momento.
Salah tornou-se jogador sem vínculo após o término de seu contrato com o Liverpool e sua saída do clube inglês em junho passado, encerrando uma trajetória excepcional que se estendeu por nove anos, durante os quais conquistou duas vezes o título da Premier League, além da FA Cup, da Liga dos Campeões e de vários outros títulos.
Ao longo dos últimos anos, o nome de Salah tem sido associado a uma transferência para a Liga Profissional Saudita, onde o Al-Hilal e o Al-Qadsia se destacam como os principais candidatos a contratá-lo durante a atual janela de transferências.
No entanto, o jornal britânico “The Sun” revelou que as negociações esbarraram nas elevadas exigências financeiras do astro egípcio, enquanto os clubes sauditas envolvidos tentam reduzir o valor do contrato exigido para chegar a um acordo que satisfaça todas as partes.
De acordo com as reportagens, Salah recebia um salário semanal de até 400 mil libras esterlinas no Liverpool, após assinar um novo contrato com o clube em abril de 2025, o que explica sua insistência em conseguir um contrato milionário em sua próxima passagem.
Ao mesmo tempo, continuam as negociações sobre uma transação que poderia reunir Salah com Michael Edwards, ex-diretor executivo de futebol do Liverpool, que desempenhou um papel fundamental na contratação do astro egípcio, vindo da Roma, em 2017.
Edwards, de 47 anos, é alvo de grande interesse por parte do Al-Hilal, após ter deixado recentemente seu cargo no grupo “Fenway Sports”, já que o clube saudita busca contratá-lo como diretor executivo na próxima fase.
Apesar do impasse nas negociações, o Al-Hilal e o Al-Qadsia continuam entre os principais clubes capazes de financiar a transferência de Salah, especialmente diante das mudanças estruturais que a Liga Profissional Saudita vem passando.
O Al-Hilal conta com grande solidez financeira após a entrada de investidores do setor privado, liderados pelo príncipe Al-Waleed bin Talal Al Saud, um dos mais proeminentes empresários do reino.
A empresa “Al-Mamlakah Holding”, de propriedade do príncipe Al-Waleed, assinou em abril passado um acordo vinculativo para adquirir uma participação de 70% do clube Al-Hilal, que anteriormente pertencia ao Fundo de Investimentos Públicos da Arábia Saudita.
Essa medida ganha grande importância, diante de relatos que indicam que o Fundo de Investimentos Públicos está se preparando para se desfazer de sua participação nos quatro principais clubes — Al-Hilal, Al-Ittihad, Al-Nassr e Al-Ahli —, após ter decidido reduzir os gastos exorbitantes que caracterizaram o projeto nos últimos anos.
De acordo com esses relatos, o Fundo pretende vender todas as suas participações nesses clubes, incluindo sua participação de 75%, além da participação de 25% do Ministério do Esporte da Arábia Saudita.
Os relatos também indicaram que o príncipe Al-Waleed bin Talal havia se comprometido anteriormente a arcar com o custo total da transferência do francês Karim Benzema para o Al-Hilal, além de financiar sete contratações realizadas pelo clube durante a janela de transferências de inverno da temporada 2025-2026.
Já o Al-Qadisiyah também possui enorme capacidade financeira, uma vez que é de propriedade da “Aramco”, gigante do petróleo da Arábia Saudita, o que o torna um dos principais candidatos a contratar Mohamed Salah, caso se chegue a um acordo sobre suas exigências financeiras.











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