Sem Yuri, Corinthians precisa ainda mais de Memphis – Seco para você


Memphis ainda não se reapresentou no Corinthians após a Copa do Mundo

O Corinthians ainda não confirmou a gravidade da lesão de Yuri Alberto.

Mas basta lembrar a imagem do atacante deixando o gramado aos prantos para imaginar que dificilmente se trata de algo simples.

E, se a preocupação realmente se confirmar, o Timão terá perdido justamente um dos jogadores mais importantes de seu elenco.

Sim, eu sei que parte da torcida gosta de ridicularizar Yuri Alberto pelos gols que perde.

E é verdade que ele desperdiça oportunidades que, muitas vezes, parecem imperdíveis.

Mas também é preciso reconhecer uma qualidade que poucos atacantes possuem.

Yuri é extremamente veloz, inteligente e se movimenta como poucos.

É justamente essa leitura de jogo que faz com que ele apareça tantas vezes em condições de finalizar.

Se fosse um exímio finalizador, provavelmente não estaria jogando no futebol brasileiro.

Estaria vestindo a camisa de um Real Madrid, de um Barcelona ou de outro gigante europeu.

E é por isso que, neste momento, o Corinthians não pode se dar ao luxo de abrir mão de Memphis Depay.

Por mais contraditória que essa frase possa soar…

O clube vive um transfer ban, está impedido de contratar reforços e, caso Yuri realmente fique um longo período afastado, perderá sua principal referência ofensiva.

Nesse cenário, Memphis passa a ser ainda mais importante.

Além da qualidade técnica, o holandês pode perfeitamente atuar como camisa 9, função que já desempenhou diversas vezes defendendo a seleção da Holanda.

Fernando Diniz ganha uma alternativa interessante sem precisar reinventar completamente o setor ofensivo.

E há outro detalhe que também pesa.

Memphis é um jogador que impõe respeito.

Mesmo quando não vive sua melhor fase, sua simples presença altera a dinâmica de uma partida.

Por isso, renovar seu contrato deixou de ser apenas uma oportunidade de mercado.

Passou a ser uma necessidade.

E termino com uma opinião que certamente dividirá muitos corintianos.

Para mim, Memphis Depay já pode, sim, ser considerado um ídolo do Corinthians.

Não apenas pelos títulos conquistados, mas pela identificação criada com a torcida, pela personalidade, pela liderança e pelo tamanho da influência que exerce quando está em campo.

Num momento tão delicado, em que o Corinthians perde seu principal atacante e sequer pode buscar reposição no mercado, manter Memphis virou obrigação da diretoria alvinegra.

 

 

 

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Um dos grandes nomes do futebol brasileiro, tanto dentro dos gramados como quando foi treinador, o saudoso Telê Santana (1931-2006), completaria 95 anos neste domingo (26).

O “Fio de Esperança”, apelido que ganhou quando jogava pela ponta-direita do Fluminense, que depois se transformou em um dos grandes treinadores do Brasil, destacadamente no São Paulo Futebol Clube, onde foi bicampeão da Libertadores e bicampeão do Mundial Interclubes, no biênio 1992/93, nos deixou aos 74 anos, em 21 de abril de 2006, após anos sofrendo com sua saúde debilitada em razão de uma isquemia cerebral, que aconteceu em 1996.

Mineiro de Itabirito, onde nasceu em 26 de julho de 1931, Telê atuou pelo Fluminense, Guarani, Madureira e Vasco da Gama, para em seguida assumir o comando técnico do Flu, onde já conquistou seus primeiros títulos, ambos em 1969, a Taça Guanabara e o Campeonato Carioca.

O primeiro Campeonato Brasileiro, oficialmente instaurado pela antiga CBD, foi conquistado por Telê Santana quando ele era o técnico do Atlético Mineiro.

Também foi campeão gaúcho dirigindo o Grêmio em 1977 e da Taça Guanabara com o Flamengo, em 1989.

Além das conquistas marcantes pelo São Paulo em âmbito internacional, também foi campeão brasileiro em 1991 e bicampeão paulista (1991-1992).

Também conquistou títulos no futebol árabe, onde esteve entre 1983 e 1985, quando comandou o Al-Ahli.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Se a trajetória de Telê Santana em clubes foi permeada de títulos, não obteve o mesmo sucesso à frente da Seleção Brasileira. Dirigiu o time canarinho nas Copas de 1982 e 1986. 

Na Copa de 1982, disputada na Espanha, o Brasil caiu para a Itália, no fatídico jogo da vida do centroavante Paolo Rossi (1956-2020), que anotou os três gols da Azzurra nos 3 a 2 sobr o Brasil no Estádio Sarriá, válido pela segunda fase.

Na Copa de 1986, no México, a trajetória foi uma pouco mais longa, mas o time perdeu nos pênaltis para a França nas quartas-de-final.

 

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Nelinho, 76 anos! Veja o ex-lateral chutando uma bola para fora do Mineirão!

Um dos melhores laterais-direitos de sua geração, entre os mais marcantes da história do futebol brasileiro, Manoel Rezende Matos Cabral, o Nelinho, está completando 76 anos neste domingo (26).

Revelado pelo América Mineiro em 1969, com passagem marcante pelo Cruzeiro, onde conquistou a Libertadores da América de 1976, Nelinho também jogou no rival Atlético, clube pelo qual encerrou sua carreira, em 1987.

Aliás, Nelinho conseguiu um feito atingido por poucos atletas profissionais, com oito títulos mineiros, quatro pela Cruzeiro e quatro pelo Atlético. Também foi campeão gaúcho em sua única temporada disputada pelo Grêmiio, em 1980.

Dono de um chute portentoso, reserva na Copa de 1974 (o titular foi Zé Maria, do Corinthians), Nelinho foi o titular da camisa 2 cbrasileira na Copa de 1978, marcando um gol antológico na disputa pelo terceiro lugar contra a Itália, acertando um chute de curva para vencer o goleiro Dino Zoff na partida que terminou 2 a 1 para o Brasil, de virada, após Causio abrir o placar para a Azurra. Nelinho empatou e Dirceu fez o segundo tento canarinho.

E, para celebrarmos a data festiva do carioca Nelinho, hoje morando em Belo Horizonte, buscamos um vídeo com vários momentos de sua carreira, incluindo um desafio proposto em matéria veiculada pela Red Globo, em 1979, quando ele chutou uma bola para fora do Mineirão.

Abaixo, a matéria especial com Nelinho, feita pela Rede Globo, com narração de Léo Batista e reportagem de Carlos Valadares (ambos falecidos). Alguns gols e o desafio feito em 1979, para chutar uma bola para fora do Mineirão. Veja o que aconteceu:

 

 

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Achados & Perdidos: Assista uma entrevista com Aymoré Moreira, que nos deixava há 28 anos

Há exatos 28 anos, em Salvador (BA), morria o ex-jogador e treinador de futebol Aymoré Moreira

Ele estava hospitalizado na capital baiana com problemas cardíacos e respiratórios, vindo a óbito em 26 de julho de 1998, em decorrência de falência múltipla dos órgãos, quando estava com 86 anos.

Carioca de Miracema, Aymoré Moreira, começou no futebol como ponta-direita, mas logo passou a atuar como goleiro, e apesar da baixa estatura, 1m68, compensou este fator com ótima impulsão e perfeita colocação, tendo atuado pelo América (RJ), Palestra Itália e Botafogo (RJ) e até chegou à meta da Seleção Brasileira.

Mas foi como treinador que Aymoré Moreira notabilzou-se de maneira mais sólida, alcançando o ápica no comando da Seleção Brasileira na conquista do bicampeonato de futebol e, 1962, na Copa do Chile.

Em homenagem a Ayrmoré Moreira, selecionamos dois vídeos do ótimo e inesquecível programa “Grandes Momentos do Esporte”, da TV Cultura de São Paulo, com apresentação e reportagem de Helvídio Matos, que entrevistou Aymoré Moreira. São dois vídeos, gravados em 1993, que seguem abaixo:

 

 

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Parabéns! Chilavert, o “Rogério Ceni do Paraguai” completa 61 anos

Chilavert, segundo maior goleiro artilheiro do futebol, completa 61 anos nesta segunda-feira (27).

Paraguaio da cidade de Luque, José Luiz Chilavert marcou 62 gols em sua carreira, iniciada pelo Sportivo Luqueño (Paraguai) em 1982. Do total de gols que marcou, 45 foram de pênalti, 15 de falta e dois de bola rolando. Apenas Rogério Ceni foi quem mais marcou gols como goleiro, com 132 gols anotados.

Chilavert ainda teve passagens marcantes por dois clubes argentinos, o San Lorenzo e o Vélez Sarsfield, e também se destacou no futebol europeu, pelo Real Zaragoza (Espanha) e Strasbourg (França).

Pela seleção paraguaia viveu um momento brilhante na Copa de 1998, na boa campanha da equipe, com Chilavert sendo eleito um dos melhores daquele Mundial.

Residindo no Paraguai, atualmente Chilavert é empresário de jogadores de futebol.

 

 

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Achados & Perdidos: Então pela Fiorentina, Sócrates enfrentou o Corinthians em Firenze

Depois de sua brilhante e vitoriosa passagem pelo Sport Club Corinthians Paulista, Sócrates (1954-2011) foi negociado com a Fiorentina, e em 5 de setembro de 1984 enfrentou seu ex-clube, em um amistoso realizado no Estádio Artemio Franch, em Firenze.

Neste 19 de fevereiro de 2026 o saudoso Sócrates completaria 72 anos.

Então comandado por Jair Picerni, o Alvinegro saiu na frente com um gol de Zenon. Exímio cobrador, o camisa 10 contou com o desvio da bola na barreira, enganando o goleiro Galli.

A equipe italiana empatou após bela jogada de Sócrates, que acionou Pellegrini, que acertou um lindo chute no ângulo esquerdo de Solito, ambos gols na etapa inicial.

A Fiorentina virou no segundo tempo, por intermédio de Checone (que substituíra Massaro). Ele arriscou de fora da área e contou com a falha de Solito.

Mas o Corinthians foi buscar a igualdade. Gallo, que havia entrado no lugar de Dicão, tocou para Zenon, que marcou o segundo tempo da equipe de Parque São Jorge.

ABAIXO, COM LOCUÇÃO DE MILTON NEVES NO PROGRAMA “Gol – O Grande Momento”, da Band, os gols de Fiorentina 2 x 2 Corinthians, disputado em 5 de setembro de 1984

FIORENTINA 2 X 2 CORINTHIANS (Amistoso)

Data: 5 de setembro de 1984

Local: Estádio Artemio Franchi, Firenze, Itália
Data: 05 de setembro de 1984 (quarta-feira)
Árbitro: Maurizio Mattei
Gols: Zenon, Pelegrini, Checone e Zenon

FIORENTINA: Galli (Conti); Gentile (Casolli), Contrato, Noz, Occhipint, Oriale, Sócrates, Bertolazzi, Massaro (Checone), Monelli (Pelegrini) e Iachini (Puliti). Técnico: Armendo Onesti.

CORINTHIANS: Solito; Édson Boaro, Juninho, Mauro, Wladimir, Paulinho, Arturzinho (Luís Fernando), Zenon, Paulo César, Dicão (Gallo) e Eduardo Amorim. Técnico: Jair Picerni.

Ficha técnica da partida: “Almanaque do Timão”, de Celso Unzelte.

 

 

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Uma foto, uma história! Já veteranos, os bicampeões Djalma Santos e Bellini jogaram juntos no Furacão

Já consagrados e veteranos, ambos bicampeões com a Seleção Brasileira (1958 e 1962), os saudosos Djalma Santos (1929-2013) e Bellini (1930-2014) jogaram juntos também no Athletico Paranaense em 1969.

Isso nos motivou a buscar uma imagem dos dois craques em nossa quase infindável seção “Que Fim Levou?” para nossa coluna semanal, “Uma foto, uma história!”.

Mineiro de Uberaba, Djalma Santos, que havia começado sua carreira pela Portuguesa de Desportos e em seguida atuou pelo Palmeiras, chegou ao Furacão em 1969, aos 40 anos de idade, permanecendo por lá até 1970, ano em que ajudou a equipe paranaense na conquista do Campeonato Paranaense.

Hidraldo Luis Bellini, paulista de Itapira, então com 39 anos, chegou um ano antes de Djalma Santos ao Furacão e ficou até 1969. Ele havia deixado o São Paulo após passagens por vasco da Gama, Sanjoanense e Itapirense.

 

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No Dia do Motociclista no Brasil, veja o saudoso Heleno de Freitas com sua moto

Hoje, 28 de julho, é o Dia do Motociclista no Brasil.

E, para celebrarmos a data, recorremos ao robusto acervo da seção “Que Fim Levou?” do Portal Terceiro Tempo, mais precisamente à página do saudoso atacante Heleno de Freitas (1920-1959), considerado um dos mais brilhantes jogadores de futebol do País em todos os tempos.

Na imagem, da década de 1950, Heleno de Freitas aparece em Copacabana ao lado de sua moto, provavelmente uma Csepel de 250 cilindradas, de fabricação húngara.

Heleno de Freitas brilhou no Botafogo-RJ entre 1940 e 1948, jogando em seguida pelo Boca Juniors, mas permanecendo na Argentina somente até 1949.

De volta ao Brasil, atuaou pelo Vasco da Gama e em seguida pelo Junior de Barranquilla (Colômbia). 

Depois, jogou no Santos e encerrou sua carreira pelo América-RJ, em 1953.

Bacharel em Direito, de família rica carioca, sua vida fora dos gramados foi marcada por diversos problemas, incluindo vício em lança-perfume e éter. Boêmio, constantemente trocava o dia pela noite, o que abreviou sua carreira, encerrada aos 33 anos.

Ele morreu aos 39 anos. Estava internado em uma clínica psiquiátrica no Rio de Janeiro, com problemas mentais decorrentes de sífilis.

 

 

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Parabéns, Osmar Santos, 77 anos! Por Marcos Júnior Micheletti

Osmar Santos está completando 77 anos nesta terça-feira (28).

Algumas narrações esportivas beiram a perfeição. Eu nunca ouvi nenhuma mais precisa que a de Osmar Santos para o gol de Basílio em 1977, quando o Corinthians encerrou o martírio de 23 anos sem títulos.

O lance do gol foi rápido. Virou até um belo documentário, chamado “23 anos em 7 segundos”. É o tempo total, desde que Zé Maria levanta a bola para a área da Ponte Preta até o chute seco de Basílio para o fundo do gol. Para o fundo do coração apertado dos corintianos. Sete segundos que duraram uma eternidade para aqueles que torciam para que a bola entrasse.

Osmar Santos narrou cada toque, a trave maldita, o zagueiro que evitou o gol e finalmente Basílio. Não poderia ter sido mais preciso. Cirurgicamente preciso.

A mesma precisão que o neurocirurgião teve ao operar o cérebro de Osmar, devolvendo-lhe a vida após o gravíssimo acidente automobilístico.

Infelizmente Osmar não voltou a narrar.

Mas sobreviveu, deu e continua dando um exemplo de vida a todos nós. Seu vocabulário ficou restrito, os movimentos comprometidos. Por força das limitações, tornou-se canhoto e começou a pintar lindos quadros. Coloridos e vibrantes, como deve ser a vida.

Em 1984, Osmar esteve à frente dos comícios gigantescos pelas eleições  diretas, na campanha das “Diretas Já”, quando felizmente a nefasta ditadura militar já caía de podre.

Eu, estudante pré-vestibular, fui à passeata que se iniciou na praça da Sé e culminou no Vale do Anhangabaú. Mais de um milhão de almas cheias de esperança.

Osmar Santos, Sócrates, Lula, Leonel Brizola, Ulisses Guimarães, Franco Montoro, Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso, Adilson Monteiro Alves e Fafá de Belém, entre outros. Cantamos o hino com o desejo de que a emenda Dante de Oliveira fosse aprovada pelo Congresso. Sócrates, que jogava com tornozeleiras amarelas, a cor que simbolizava a campanha das diretas, disse que se a emenda passasse não sairia do Brasil. A emenda não passou, e o maior jogador que eu vi jogar com a camisa do Corinthians foi para a Fiorentina.

Se não fosse o terrível acidente, Osmar poderia ter narrando o penta, os gols de Ronaldo, as defesas de Marcos, o centésimo gol de Rogério Ceni e os dribles de Neymar. Também, possivelmente perplexo, os sete gols alemães contra o Brasil na Copa de 2014…

Tudo bem Osmar, ficamos com o gostinho daquilo que você poderia fazer a mais. Mas você já fez muito. Muito mesmo. E no seu aniversário, nós torcedores é que ganhamos o presente maior. O presente por ter lhe ouvido.

Cada torcedor que ouviu suas narrações tem na memória uma lembrança de gol, um grito de “é campeão!”.

Sua voz continua embalando os sonhos de todos nós. O amor que você nutre hoje pela pintura parece tão verdadeiro quanto aquele que nutriu pelas cabines de rádio.

É a forma mais bela que você encontrou para se comunicar com o mundo.

O amor que devemos ter pelo que fazemos – e com o qual sonhamos -, tem de ser assim mesmo, Osmar: colorido, uma verdadeira aquarela!

 

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Saudade: Cincunegui, marcante lateral do Galo, completaria 86 anos

Marcante lateral-direito do Clube Atlético Mineiro, o uruguaio Cincunegui (1940-2016) completaria 86 anos nesta terça-feira (28).

Infelizmente ele nos deixou 13 de outubro de 2016, então aos 76 anos, em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral. 

Héctor Carlos Cincunegui, que começou sua carreira pelo El Puente, passou pelo Danúbio e Nacional antes de chegar ao Galo, clube que defendeu entre 1968 e 1973, pelo qual conquistou o Mineiro de 1970 e o Brasileiro de 1971.

Ele ainda atuou pelo Cerro, o Náutico e seu último clube foi o Danúbio, em 1973. Também jogou pela seleção uruguaia.

Abaixo, nota oficial divulgada pelo Atlético-MG em 14 de outubro de 2016:

“O Atlético lamenta o falecimento de Hector Cincunegui. Campeão Brasileiro em 1971, o lateral esquerdo uruguaio vestiu a camisa do #Galo entre 1968 e 1973. Cincunegui faleceu na noite desta quinta-feira, em Montevidéu, no Uruguai. Nossos sentimentos aos familiares e fãs do atleta que tanto honrou a camisa do Clube Atlético Mineiro”.

 

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Achados & Perdidos: O dia em que Milton Neves conheceu as relíquias de Maradona

Um fim de semana em Buenos Aires, precisamente entre os dias 16 e 18 de maio de 2025.

Foi lá, neste período, que o jornalista e publicitário Milton Neves esteve acompanhado de seu filho mais velho, Rafael Eduardo Magnoni Neves.

O futebol, como de praxe, foi a tônica da estadia na capital argentina, com passagens por uma casa que Diego Armando Maradona (1960-2020) comprou para sua mãe, e também por La Bombonera, o lendário estádio do Boca Juniors.

“Foi emocioonante! O Maradona, gênio, só não maior que Pelé por impossível, é mais amado por nossos irmãos argentinos do que Pelé por nós aqui no Brasil. Visitei sua humilde casa, que ele comprou para sua mãe, quando despontava no futebol, onde estão guardadas verdadeiras relíquias do craque, uma espécie de museu, com visitação acompanhada de guia turístico e tudo. Foi um fim de semana inesquecível, onde pude passear por Buenos Aires e ainda conhecer ótimos restaurantes e bistrôs ao lado do meu filho mais velho Rafael. Viva Maradona e viva Pelé!, comentou Milton durante entrevista ao Portal Terceiro Tempo.

UM ENCONTRO COM MARADONA EM 2006

Aproveitando a ocasião, relembramos o único encontro que Milton Neves teve com Maradona, e foi memorável. Aconteceu no Carnaval de 2006, no Rio de Janeiro, no Camarote da Brahma, empresa que à época patrocinava o “Terceiro Tempo da Record”. Clique aqui e veja como foi.

 

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Achados & Perdidos: Grêmio conquistava sua primeira Libertadores há 43 anos

Com vitória sobre o Peñarol por 2 a 1, o Grêmio conquistava sua primeira Libertadores da América há 43 anos. conquista que culminou com outro título em sequência para o clube gaúcho, da Copa Intercontinental, equivalente ao Mundial de Clubes (sobre os alemães do Hamburgo).

Então comandado pelo saudoso Valdir Espinosa (1947-2020), o Grêmio havia empatado o jogo da ida em 1 a 1 no Uruguai contra o Peñarol (Tita abriu o placar para o Tricolor, e o atacante Morena empatou para os uruguaios).

Depois, no extinto Estádio Olímpico, em 28 de julho de 1983, o saudoso atacante Caio (1955-2019) abriu o placar para o Grêmio na etapa inicial. 

No segundo tempo, Morena empatou para os uruguaios mas Cesar, que entrou no lugar de Caio, recolocou o Tricolor na frente, dando números finais ao placar.

O Grêmio voltaria a ser campeão da Libertadores em 1995, desta feita superando o Atlético Nacional (da Colômbia). Porém, no final do ano, não conseguiu um novo Mundial de Clubes, perdendo a decisão para o Ajax (Holanda). Luiz Felipe Scolari era o treinador gremista, tanto naquela Libertadores quanto no Mundial.

ABAIXO, COM NARRAÇÃO DE GALVÃO BUENO (GLOBO), OS TRÊS GOLS DA DECISÃO DA LIBERTADORES DE 1983: GRÊMIO 2 X 1 PEÑAROL. VÍDEO DO CANAL CONMEBOL LIBERTADORES, DO YOU TUBE

 

 

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Parabéns, Amarildo! O “Possesso”, fundamental para a Seleção Brasileira na Copa de 62, completa 87 anos!

Amarildo, o “Possesso”, apelido que ganhou do saudoso escritor e jornalista Nelson Rodrigues, está completando 85 anos nesta quarta-feira (29).

Carioca do município de Campos, Amarildo teve participação importantíssima na Copa de 1962, no Chile, substituindo o contundido Pelé. Ele participou de quatro jogos, marcando três gols, dois diante da Espanha e um contra a Tchecoslováquia, exatamente na final do Mundial. Na ocasião ele defendia o Botafogo (RJ).

Também viveu grandes momentos no futebol europeu, vestindo as camisas de três gigantes do futebol italiano: Milan, Fiorentina e Roma. Encerrou sua carreira pelo Vasco, em 1974. 

PROBLEMA DE SAÚDE 

 

Em 13 de maio de 2024, depois de uma postagem do ex-volante Dunga, desejando melhoras a Amarildo, o filho deste, Rildo Corrêa Silveira, relatou que seu pai teve um AVC isquêmico, sem entrar em maiores detalhes.

 

 

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Em vídeo, “Antes & Depois” de irmãos que tiveram o futebol como atividade em comum

 

Nesta semana buscamos em nosso quase infindável acervo da seção “Que Fim Levou?”, imagens de “Antes & Depois” de diversos irmãos que tiveram o futebol como ponto em comum.

Alguns, inclusive, foram protagonistas pelos clubes em que atuaram, como Sócrates e seu irmão caçula Raí e Zico e seu irmão mais velho Edu Coimbra.

Sempre que há uma comparação entre o saudoso Sócrates (1954-2011) e Raí, atualmente com 61 anos, o primeiro é citado como um gênio do futebol, um jogador raríssimo, que além de ter se notablizado pelos toques de calcanhar, ainda tinha um passe perfeito e um poder de finalização acima da média, enquanto Raí é apontado como um craque, mas pelo menos uma prateleira abaixo do mano que nasceu em Belém do Pará e tornou-se um dos maiores ídolos do Sport Club Corinthians Paulista. Raí, por sua vez, foi um dos mais brilhantes camisas 10 da história do São Paulo Futebol Clube.

Outro caso emblemático nasceu no bairro carioca de Quintino, Zona Norte da capital, com uma família que teve diversos jogadores profissionais, e os mais destacados deles foram Zico e Edu Coimbra.

Hoje com 73 anos, Zico, o “Galinho de Quintino”, como foi apelidado carinhosamente, é o maior ídolo do Clube de Regatas do Flamengo, sem dúvida alguma. Seu talento ganhou páginas internacionais, graças ao seu desempenho também na Seleção Brasileira e pela Udinese, na Itália. Mas isso não invalida a qualidade de Edu (atualmente com 79 anos), que chegou a integrar o Flamengo nas temporadas de 1975 e 1976, junto a Zico, mas foram poucas as vezes em que jogaram lado a lado, pois atuavam na mesma posição. Foi pelo América (RJ) que Edu acabou se destacando mais, como camisa 10 titular da equipe que viveu ótimos momentos no cenário brasileiro nas década de 1960 e 1970. 

Por outro lado, há exemplos de jogadores geniais que não tiveram correspondente familiar próximo, no caso irmão, com a mesma qualidade. O caso mais emblemático é Pelé e Zoca, mas também podemos lembrar de Roberto Rivellino e o mano Abílio Rivellino.

Trazendo estes inesquecíveis esportistas em imagens de momentos distintos, procuramos manter viva a memória do esporte.

VEJA, NO VÍDEO ABAIXO, COM SELEÇÃO DE MARCOS MICHELETTI E EDIÇÃO DE KENNEDY ANDRÉS, DO PORTAL TERCEIRO TEMPO 

 


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Saudade: Há dois anos morria Maílson, campeão brasileiro com o Bahia em 1988

Há exatamente dois anos morria Maílson Souza Duarte, campeão brasileiro com o Bahia em 1988. O ex-lateral sofria desde 2010 com uma doença degenerativa que afetava seus movimentos e a sua fala. Ele estava com 56 anos.

O ex-atleta também defendeu o Athletico Paranaense em 1993. Seu último clube profissional foi o São José (SP), em 1995.

Na ocasião de sua morte, o Esporte Clube Bahia divulgou uma nota lamentando o ocorrido.

ABAIXO, A NOTA COMPLETA DO E.C.BAHIA

Descanse em paz, ídolo. Hoje nos despedimos de um dos maiores laterais da história do Bahia. Revelado pelo Esquadrão e campeão brasileiro de 88, Mailson lutava contra uma enfermidade degenerativa desde 2010 e nos deixou nesta manhã. Agora o céu é quem terá a sorte de testemunhar seus arcos. O Esporte Clube Bahia manifesta solidariedade aos amigos e familiares. Obrigado por tanto!

 

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Olhos no retrovisor: A primeira vitória Fernando Alonso na Fórmula 1. Espanhol faz 45 anos

Para homenagear o espanhol Fernando Alonso, bicampeão mundial de Fórmula 1, que completa 45 anos nesta quarta-feira (29), relembramos sua primeira vitória na categoria, o GP da Hungria de 2003, disputado em 24 de agosto daquele ano, então pela Renault.

De quebra, na ocasião,  tornou-se o mais jovem piloto a vencer na F1, com 22 anos e 26 dias, recorde que foi quebrado cinco anos depois por Sebastian Vettel, quando o alemão venceu o GP da Itália de 2008, em Monza, com a modesta Toro Rosso. Atualmente, o mais jovem a ter vencido uma prova na F1, é Max Verstappen, com 18 anos e sete meses. 

A CORRIDA DA PRIMEIRA VITÓRIA NA F1

Após largar na pole com sua Renault R23 V10 pelo traçado magiar,  Alonso perdeu a liderança apenas no momento em que parou para seu pit-stop e cruzou a linha de chegada com pouco mais de 16 segundos de vantagem para o finlandês Kimi Raikkonen, então na McLaren-Mercedes. O colombiano Juan Pablo Montoya (Williams-BMW) completou o pódio, em terceiro.

O campeonato vivia um momento de disputa apertada, restando outras três etapas para o término. Michael Schumacher (Ferrari) somava 72 pontos contra 71 de Montoya e 70 de Raikkonen.

Michael Schumacher venceu os GPs da Itália (Monza) e dos EUA (Indianápolis). Rubens Barrichello, companheiro de equipe de Schumacher na Ferrari, ganhou a última corrida, em Suzuka (Japão).

Schumacher acabou sendo o campeão daquela temporada, pela sexta vez.

O asturiano Fernando Alonso Díaz, natural de Oviedo, bicampeão mundial da Fórmula 1, em 2005 e 2006 pela Renault, que soma 32 vitórias e 22 poles na categoria, atualmente compete pela Aston Martin na Fórmula 1. Seu próximo compromisso será no dia no dia 25 de agosto, após o recesso de verão, o GP da Holanda, em Zandvoort.

Alonso não disputou as temporadas de 2019 e 2020 da Fórmula 1, retornando em 2021, pela Alpine. Sua última vitória de Alonso na Fórmula 1 foi no GP da Espanha de 2013.

Porém, mais recentemente, Alonso teve conquistas marcantes, sendo duas vezes vencedor nas 24 Horas de Le Mans (2018 e 2019), ambas pela Toyota, na classe principal da prova, a LMP1.

Vídeo abaixo, com narração de Galvão Bueno e comentários de Reginaldo Leme, o final da transmissão da Globo, com a festa de Fernando Alonso após vencer o GP da Hungria de 2003, efusivamente abraçado por seu chefe de equipe, o italiano Flavio Briatore.

      

      

  

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Achados & Perdidos: Há 50 anos o Cruzeiro derrotava o River Plate e conquistava sua primeira Libertadores

 

Há exatos 50 anos, no Estádio Nacional de Santiago (Chile), campo neutro, o Cruzeiro derrotava o River Plate por 3 a 2 e vencia a Copa Libertadores da América pela primeira vez.

Antes, em 21 de julho de 1976, o Cruzeiro havia batido o River Plate por 4 a 1, jogo disputado no Mineirão, e uma semana depois, no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, foi a vez do time artentino derrotar os mineiros por 2 a 1.

Assim, em 30 de julho de 1976, as duas equipes fizeram a “melhor de três” em território chileno o Cruzeiro ganhou pela segunda vez e sagrou-se campeão.

A Raposa, então comandada pelo treinador Zezé Moreira, abriu frente de dois gols (Nelinho cobrando pênalti e Eduardo Amorim), mas a equipe argentina do River Plate foi buscar a igualdade, com Más e Urquiza. 

Restando dois minutos para o final da partida, o ponta-esquerda Joãzinho garantiu a vitória brasileira em cobrança de falta. Foi um lance surpreendente, pois todos esperavam pela batida de Nelinho, mas Joãozinho, de perna direita, encobriu a barreira e venceu o goleiro argentino Luis Landaburu.

Com o título, o Cruzeiro se credenciou para disputar a decisão do Mundial de Clubes, que à época reunia o vencedor da Libertadores e o time campeão da Champions League, no caso, o Bayern de Munique. Em dois jogos, o Bayern venceu por 2 a 0 em Munique e a segunda partida ficou 0 a 0 no Mineirão, que levou o time da Alemanha ao título.

O Cruzeiro voltou a vencer a Libertadores em 1997, desta feita passando pelo Sporting Cristal. Porém, a exemplo do que aconteceu em 1976, perdeu a decisão do Mundial de Clubes novamente para uma equipe alemã, o Borussia Dortmund.

ABAIXO, MELHORES MOMENTOS DE CRUZEIRO 3 X 2 RIVER PLATE, EM 30 DE JULHO DE 1976, ÚLTIMA DAS TRÊS PARTIDAS DA DECISÃO DA LIBERTADORES DA AMÉRICA DAQUELE ANO, DISPUTADA NO ESTÁDIO NACIONAL DE SANTIAGO (CHILE)

 

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Olhos no retrovisor: Há 26 anos, em Hockenheim, Barrichello vencia pela primeira vez na F1

Foram necessários 124 GPs para que Rubens Barrichello conseguisse, de forma brilhante, triunfar pela primeira vez na Fórmula 1, há exatos 26 anos, no GP da Alemanha, disputado em Hockenheim, em 30 de julho de 2000.

EXCLUSIVA COM RUBENS BARRICHELLO SOBRE A PRIMEIRA VITÓRIA

Em 30 de julho de 2021, com exclusividade ao Portal Terceiro Tempo, Barrichello relembrou seu triunfo, destacando alguns momentos da prova e os bastidores da comemoração.

Ele mencionou, entre outros aspectos, o detalhe sobre um pneu, o dianteiro esquerdo, que ficou “quadrado” após uma freada na terceira chicane.

“O meu maior medo era esse pneu explodir”, comentou Barrichello, que ainda explicou a estratégia que adotou partindo do 18º lugar no grid, incluindo uma configuração aerodinâmica que acabou sendo importantíssima para ganhar posições.

Competindo pela Fórmula 1, Barrchello já havia subido sete vezes ao pódio, sempre com terceiros lugares, uma pela Jordan, em 1994 (no GP do Pacífico, em Aida, no Japão), três pela Stewart, todas em 1999, em San Marino, França e Europa (Nurburgring) e outras três pela Ferrari, em 2000, na Espanha, França e Áustria. 

E a perspectiva, por conta dos problemas que enfrentou na classificação para o GP da Alemanha (em Hockenheim) não era das melhores, pois ele conseguiu apenas o 18º lugar no grid para a corrida disputada em 30 de julho de 2000.

E isso tem uma explicação, pois seu carro teve problemas elétricos e ele entrou para buscar sua volta rápida nos minutos finais da classificação, com o asfalto já molhado, condição que a maioria dos pilotos não havia enfrentado.

“Só o fato de eu ter conseguido me classificar com o carro em uma pista que já estava molhada tinha sido positivo, e eu só me classifiquei em 18º porque eu saí nos cinco minutos finais da classificação. Mas eu estava chateado, eu achava que chegaria entre os cinco primeiros, e eu cheguei ao quinto lugar muito cedo na prova. Eu estava muito rápido e já tinha decidido com o Ross Brawn, e ele achava que eu não deveria fazer isso, mas eu falei que eu queria vir ultrapassando e minha maior chance seria com duas paradas porque eu seria rápido o tempo inteiro.”

Claro, com um carro de ponta no velho traçado alemão, que à época contemplava longas retas, não era difícil pressupor que Barrichello tinha amplas condições para que em poucas voltas estivesse figurando entre os primeiros colocados.

Com sua Ferrari #4 impulsionada pelo poderoso e confiável V10 aspirado de 3.0 litros, Rubens optara por começar a corrida com um carro mais leve, com menos combustível (na época o reabastecimento era permitido), e já era o décimo colocado ao término da primeira volta. Neste giro inicial foram seis ultrapassagens e duas posições que ganhou com os abandonos do companheiro de equipe Michael Schumacher e de Giancarlo Fisichella (Benetton), que deixaram a prova após se tocarem.

“Eu fazia volta rápida atrás de volta rápida. Coloquei mais asa no carro, porque com o tanque um pouco mais vazio eu poderia pegar o vácuo daqueles que andavam muito na reta, e foi assim.”

Hakkinen assume a ponta antes da primeira curva, enquanto Schumacher e Fisichella se tocam e abandonam a prova. Ao fundo, à esquerda, Barrichello, que largou em 18º. Foto: Divulgação


A partir de então, o favoritismo recaiu sobre os dois carros da McLaren-Mercedes, com o finlandês Mika Hakkinen e o escocês David Coulthard, o pole.

Hakkinen, que largou em quarto, assumiu a liderança ainda no primeiro giro, aproveitando-se da preocupação de Coulthard, que fechou Schumacher. Coulthard, por sinal, só ocupou o primeiro lugar no momento em que Mika parou nos boxes para troca de pneus. A dupla de Woking parecia se encaminhar para uma tranquila dobradinha.

Porém, um ingrediente que sempre costuma desandar a ordem natural das corridas protagonizou o nublado domingo na região da Floresta Negra alemã: a chuva.

Rubens Barrichello apostou suas fichas em manter-se com pneus para piso seco quando a maior parte da pista, então com 6.823 metros de extensão, estava muito molhada. A dupla da McLaren e os demais concorrentes foram mais conservadores.

UM CORPO ESTRANHO…

Antes, o pelotão acabou sendo reagrupado por conta de uma invasão de pista, na volta 21, um francês que fazia um protesto contra a Mercedes. Ele havia sido demitido pela montadora alemã após 20 anos de trabalho, por problemas de saúde. O insólito acontecimento obrigou a direção de prova acionar o safety-car. Naquele momento, Barrichello era o quinto colocado, prestes a ganhar mais uma posição, do espanhol Pedro de la Rosa (Arrows).

“As coisas começaram a acontecer com o cara que invadiu a pista. Com o safety-car, mudou a plataforma, porque aí eu já estava no mesmo número de paradas da galera, e isso ajudou tremendamente para eu poder desenvolver o ritmo da corrida.”

Assim, em um GP que parecia muito difícil para que Barrichello conseguisse vencer pela primeira vez na F1, um quadro consagrador começava a ganhar tintas fortes, vermelhas.

Pedro de la Rosa (Arrows) é seguido por Rubens Barrichello na volta 21, ambos saudados pelo invasor durante o GP  da Alemanha de 2000. Em quinto lugar, o brasileiro preparava o bote para ganhar a posição do espanhol. Foto: Reprodução

O francês que invadiu a pista, obrigando a entrada do safety-car na volta 21. Foto: Reprodução


 

Havia muita água em boa parte do traçado alemão, e o piloto brasileiro precisou usar de toda habilidade e concentração para não deixar a vitória escapar nas voltas finais. O brasileiro assumiu a liderança restando dez voltas para o término, controlando de maneira exemplar sua Ferrari em condições adversas, após assegurar a seu chefe, Ross Brawn, que poderia lidar com a situação, guiar com pneus slick no piso molhado de Hockenheim. Seria sua chance de vitória.

OS FREIOS ESTAVAM ÓTIMOS, MAS TINHA UM PNEU…

Segundo Barrichello, os freios estavam ótimos na parte final da prova, mas ele tinha um problema com o qual estava precisando lidar há algum tempo: o pneu dianteiro esquerdo havia ficado “quadrado” após uma freada na terceira chicane.

“Os freios no final da prova estavam ótimos. O que estava ruim era o pneu dianteiro esquerdo, porque eu travei roda na terceira chicane e esse pneu ficou `quadrado´. E a gente está falando de Hockenheim, que é acima de 330 quilômetros por hora, você praticamente não vê a pista. E travou porque numa hora com a pista meio molhada eu freei dentro e o carro iria passar direto e eu consegui parar, e foi numa dessas que o pneu `enquadrou´. E o meu maior medo era esse pneu explodir, porque eu até brinco, mas o carro parecia uma `carroça´, por tremer tanto, mas resistiu bem. Esse era o meu único problema, fora a chuva também, que eu já tinha `batido o pé´ que eu iria permanecer na pista, então eu tinha que fazer funcionar (a estratégia).”

Quando o carro escarlate surgiu no trecho conhecido como “estádio”, muitos espectadores acionaram suas buzinas manuais, e em meio a uma densa cortina de água, Barrichello foi diminuindo a distância em relação à linha de chegada para aquela que foi a primeira de suas 11 vitórias na Fórmula 1, seguido por Mika Hakkinen (a 7s452) e David Coulthard (a 21s168).

Pelo rádio, Ross Brawn elogiou a performance do brasileiro:

“Foi simplesmente inacreditável, inacreditável, grande atuação”, disse Ross.

No pódio, Hakkinen e Couthard compartilharam da alegria do brasileiro, então com 28 anos, erguendo-o ao alto na efusiva comemoração.

Barrichello entra no “estádio” para completar a última volta do GP da Alemanha de 2000 e receber a bandeira quadriculada como vencedor na Fórmula 1 pela primeira vez. Foto: Divulgação


Emoção de Barrichello pela primeira vitória na Fórmula 1, ladeado pela dupla da McLaren, Hakkinen e Coulthard. Foto: Divulgação 


DEPOIS DO PÓDIO…

Barrichello lembra com carinho sobre o quanto foi saudado após a coletiva, até chegar ao caminhão da Ferrari, recebendo abraços de mecânicos com quem tinha trabalhado, sobretudo os de sua ex-equipe, a Stewart, que em 2000 mudou de nome para Jaguar, mas mantinha boa parte da estrutura, e sobre a felicidade de Schumacher com sua conquista.

“Os momentos após o pódio são sempre um retrato que a gente viu, com muita gente comemorando, minha primeira vitória demorou. As pessoas tinham em mente de que com tudo o que eu ganhei em categorias menores eu ganharia mais cedo na Fórmula 1, então foi muito gostoso ver o quanto querido eu era ali, naquele momento. E no caminho você dá a coletiva, e tinha muita gente alegre, foi inspirador, e demora muito para você chegar até o caminhão, porque você vai parando, as pessoas vem pra te abraçar, mecânicos com quem eu já tinha trabalhado, o pessoal todo da Jaguar, que no ano anterior era a Stewart (sua ex-equipe, pela qual competiu entre 1997 e 1999), e eles saíram todos para me abraçar. E na Ferrari tinha champanhe pra fazer um brinde, ou seja, foi muito legal. Não deixamos de ter a reunião que a gente sempre tinha após a corrida, e a própria cara do Schumacher era muito boa, ele estava muito feliz por mim naquele dia.”

COMEMORAÇÃO NA INGLATERRA

Após a comemoração no autódromo alemão, Barrichello embarcou para a Inglaterra com Luciano Burti, que havia comentado a prova pela Globo ao lado de Reginaldo Leme, e com narração de Galvão Bueno.

“Eu voltei naquele dia para a Inglaterra para encontrar a Silvana (ex-esposa). E eu lembro, chegando, tinha balões, uma super comemoração. O Burti (Luciano) viajou de volta comigo no avião, enfim, foi uma alegria para todos. E uma das maiores alegrias que eu tenho é quando as pessoas me param na rua para me dizerem onde elas estavam quando eu ganhei em Hockenheim, é um toque de gentileza, eu adoro mesmo.”

E O CARRO DA VITÓRIA?

Indagado sobre o paradeiro da Ferrari F1-2000 de numeral 4 com a qual venceu pela primeira vez na categoria, Rubens acredita que ela deva estar em Maranello, no acervo da escuderia italiana.

“Olha, eu não tenho conhecimento, mas com certeza esse carro deve ser da Ferrari ainda. Eu não sei quantos carros eles mantém por ano. Eu nunca tive muito apego a isso. Sinto falta, eu deveria ter uma Ferrari comigo, com certeza, mas a história fez com que eu tivesse uma Jordan e uma Honda. Mas esse carro deve estar com a Ferrari sim, com certeza.”

E O TROFÉU DA VITÓRIA FOI PARA ALGUÉM MUITO ESPECIAL…

O destino do primeiro troféu por uma vitória na Fórmula 1 não poderia ser outro que não as mãos de Rubão Barrichello, seu pai, que não mediu esforços para que o filho pudesse tornar-se piloto, desde o kart até chegar ao topo do automobilismo mundial.

“Meu pai não estava lá, estava só a Silvana. Em 2000 as crianças estavam sendo planejadas, ainda não estavam por aqui. Demorei para ver o meu pai, e o troféu foi direto para ele, eu dei o troféu da minha primeira vitória para o meu pai, por tudo o que ele fez por mim.”

Rubão, o pai de Rubinho. Foi para ele o troféu da primeira vitória do filho na Fórmula 1. Foto: Marcos Júnior Micheletti / Portal TT


DEPOIS DA PRIMEIRA VITÓRIA…

Rubens Barrichello não ganhou mais nenhum GP naquele ano de 2000, terminando o certame na quarta colocação. O título foi de Schumacher, o primeiro do alemão pelo time italiano, feito que ele repetiria consecutivamente até 2004.

Seguindo pela Ferrari, Barrichello passou 2001 sem vitórias (terminou o campeonato em terceiro lugar), mas em 2002 viveu seu ano mais vencedor, com quatro triunfos, nos GPs da Europa (Nürburgring), Hungria (Hungaroring), Itália (Monza) e Estados Unidos (misto de Indianápolis), fechando o campeonato como vice-campeão.

Em 2003, duas vitórias: Grã Bretanha (Silverstone) e Japão (Suzuka), ano em que concluiu na quarta colocação.

Suas últimas vitórias pela Ferrari aconteceram em 2004, nos GPs da Itália (Monza) e China (Xangai), mais um vice-campeonato, totalizando nove vitórias pela equipe de Maranello.

Suas duas últimas vitórias na Fórmula 1 aconteceram em 2009, no redentor ano pela Brawn-GP, após três temporadas pela Honda. O carro, ainda desenvolvido pela Honda, contou com o propulsor da Mercedes quando a montadora japonesa decidiu deixar a categoria ao final de 2008.

Ross Brawn, então chefe da Honda, foi quem assumiu o controle do time, o batizou com seu sobrenome e o fez campeão entre os construtores e pilotos, com o britânico Jenson Button conquistando o título de 2009.

Além do ganho mecânico, o carro foi concebido com uma inovação aerodinâmica na parte traseira, o chamado difusor duplo, que as demais equipes tentaram copiar mas sem o mesmo êxito. 

Barrichello terminou a temporada em terceiro lugar, com vitórias nos GPs da Europa (Valência) e Itália (Monza), por sinal, as duas últimas de um piloto brasileiro na Fórmula 1, país que no total soma 101 vitórias, sendo 41 de Ayrton Senna, 23 de Nelson Piquet, 14 de Emerson Fittipaldi, 11 de Rubens Barrichello, 11 de Felipe Massa e uma de José Carlos Pace.

Em 10 de março de 2009, no primeiro teste com a Brawn-GP/Mercedes em Barcelona. Primeiras impressões plenamente positivas acerca do carro com o qual conquistaria suas duas últimas vitórias na Fórmula 1. Foto: Divulgação


FIM DA BRAWN-GP, CONTRATO COM A WILLIAMS, INDY E STOCK

A Mercedes acabou comprando a Brawn-GP ao final de 2009 e se transformou na principal equipe da Fórmula 1 a partir de 2014, vencendo todos os campeonatos de construtores e de pilotos desde então, cinco com Lewis Hamilton e um com Nico Rosberg.

Barrichello assinou contrato com a Williams-Cosworth, onde permaneceu em 2010 e 2011, mas não voltou a subir ao pódio naquelas que foram suas duas últimas temporadas na Fórmula 1. Seu melhor resultado foi no GP da Europa, em Valência, ocasião em que terminou na quarta colocação.

Porém, o momento marcante do brasileiro pela Williams foi a ultrapassagem espetacular sobre Michael Schumacher (Mercedes) no GP da Hungria de 2010, quando Barrichello por pouco não bateu no muro da reta de chegada, espremido pelo alemão.

Recentemente afirmou que recebeu uma proposta para correr pela McLaren-Mercedes em 2010, mas já havia firmado contrato com o time de Frank Williams. Jenson Button acabou sendo contratado pela McLaren e formou dupla com Lewis Hamilton. Button fechou o campeonato em quinto e Hamilton em quarto lugar. Sebastian Vettel foi o campeão da temporada, vencendo o primeiro de seus quatro campeonatos na F1.

Em 2010, no dia em que foi à pista pela primeira vez com a Williams, equipe pela qual competiu por duas temporadas. Foto: Divulgação / Williams


Em 2012 disputou a temporada completa da Fórmula Indy pela KV-Racing/Chevrolet, tendo como companheiro de equipe seu grande amigo Tony Kanaan, concluindo o ano em 12º lugar, com um quarto posto como seu melhor resultado, no traçado misto de Sonoma (Califórnia). 

Nas 500 Milhas de Indianápolis, com uma boa adaptação ao traçado oval, largou em décimo e terminou em 11º, sendo o melhor entre os estreantes daquela edição.

Em 28 de abril de 2012, no circuito montado nos arredores do Anhembi, zona norte da capital paulista, preparando-se para deixar o pit-lane no primeiro treino livre da São Paulo Indy 300. Foto: Marcos Júnior Micheletti / Portal TT


Ainda em 2012, disputou as três últimas etapas da temporada da Stock Car, pela Full Time Sports.

Desde 2013 integra a equipe Full Time Sports, pela qual conquistou os títulos das temporadas de 2014 e de 2022. 

TODAS AS VITÓRIAS DE RUBENS BARRICHELLO NA F1

1ª GP da Alemanha/2000 – Hockenheim (Ferrari)
2ª GP da Europa/2002 – Nurburgring-ALE (Ferrari)
3ª GP da Hungria/2002 – Hungaroring (Ferrari)
4ª GP da Itália/2002 – Monza (Ferrari)
5ª GP dos Estados Unidos /2002 – Indianápolis (Ferrari)
6ª GP da Grã-Bretanha/2003 – Silverstone (Ferrari)
7ª GP do Japão/2003 – Suzuka (Ferrari)
8ª GP da Itália/2004 – Monza (Ferrari)
9ª GP da China/2004 – Xangai (Ferrari)
10ª GP da Europa/2009 – Valência-ESP (Brawn GP-Mercedes)
11ª GP da Itália/2009 – Monza (Brawn GP-Mercedes)

RELAÇÃO DE POLES DE RUBENS BARRICHELLO NA F1

1ª   GP da Bélgica/1994 (Jordan-Hart)
2ª   GP da França/1999  (Stewart-Ford)
3ª   GP da Austrália/2002 (Ferrari)
4ª   GP da Áustria/2002 (Ferrari)
5ª   GP da Hungria/2002 (Ferrari)
6ª   GP da Hungria/2003 (Ferrari)
7ª   GP do Brasil/2003 (Ferrari)
8ª   GP da Inglaterra/2003 (Ferrari)
9ª   GP do Japão/2003 (Ferrari)
10ª GP dos Estados Unidos/2004 (Ferrari)
11ª GP da Itália/2004 (Ferrari)
12ª GP da China/2004 (Ferrari)
13ª GP do Brasil/2004 (Ferrari)
14ª GP do Brasil/2009 (Brawn GP-Mercedes)

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Parabéns, Hope Solo! Veja grandes defesas da ex-goleira que completa 45 anos

A norte-americana Hope Solo, que destacou-se na meta da Seleção dos Estados Unidos por um longo período, entre 2000 e 2016, está completando 45 anos nesta quinta-feira (30).

Aualmente é gerente geral da equipe que fundou, a Solo FC, mas também atua na meta do time sempre que sua agenda permite.

E, para celebrarmos a data festiva da ex-goleira, buscamos um vídeo com uma seleção de belas defesas que ela fez, muitas delas evitando derrotas de sua seleção, por onde conquistou entre outros, o título da Copa do Mundo Feminina da Fifa em 2015 e duas medalhas olímpicas: em 2008 (Pequim) e em 2012 (Londres).

Na esteira de seu sucesso na meta norte-americana, venceu dois importantes prêmios individuais, a Luva de Ouro da Fifa, em 2011 e 2015.

Hope Amelia Solo, natural de Richland, no estado de Washington, é casada, desde 2012 com Jerramy Stevens, ex-jogador de futebo americano. O casal tem dois filhos, um casal de gêmeos, Vittorio e Lozen Judith, nascidos em 4 de março de 2020. 

ABAIXO, VÍDEO COM UMA SELEÇÃO DE GRANDES DEFESAS DE HOPE SOLO, DO CANAL DAVID HAYNES, DO YOUTUBE

 

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Achados & Perdidos: O dia em que Milton Neves foi homenageado na Premiação do Paulistão Sicredi

A Premiação do Paulistão Sicredi de 2024 foi marcante para o jornalista e publicitário Milton Neves, que recebeu uma linda e emocionante homenagem da FPF (Federação Paulista de Futebol).

Milton subiu ao palco do Expo Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista, chamado pelo presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, enquanto o telão exibia vídeos e fotos da longeva trajetória profissional de Milton Neves.

O atacante Endrick, então no Palmeiras, foi o grande destaque da Premiação do Paulistão Sicredi/2024. Aliás, o Alviverde também esteve representado pela sua presidenta Leila Pereira e o treinador Abel Ferreira.

“Foi emocionante, não apenas pela linda homenagem que recebi da Federação Paulista de Futebol, como pelo encontro que tive com o treinador Abel Ferreira, a presidente Leila Pereira e o Endrick, que me chamou ao palco depois que eu havia saído, apenas para me dar um abraço. E, claro, um prazer ver o Sicredi ali presente, com o grande comandante Jaime Basso, promovendo um campeonato vibrante e uma noite de premiação inesquecível!”, comentou Milton Neves em recente entrevista ao Portal Terceiro Tempo.

 

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Parabéns, Roberto Miranda! Veja gols do aniversariante pelo Corinthians

Um dos ótimos atacantes brasileiros de sua geração, o carioca Roberto Miranda completa 82 anos nesta sexta-feira (31).

E, em forma de homenagem, buscamos uma seleção de gols que ele marcou pelo Corinthians, clube que defendeu entre 1973 e 1976, procedente do Flamengo.

Pelo Timão, Roberto Lopes de Miranda, natural de São Gonçalo, atuou ao lado de Roberto Rivellino, e aproveitou bem esta parceria, pois o “Reizinho do Parque” muitas vezzes o deixou na “cara do gol”. 

Porém, como deixou o clube de Parque São Jorge no começo de 1976, não participou da campanha vitoriosa no ano seguinte, quando o Alvinegro voltou a vencer um campeonato (o Paulista), quebrando um jejum que durava desde 1954.

Se não levantou taças pelo Corinthians e nem pelo Flamengo, no Botafogo, seu primeiro clube, entre outros, conquistou três títulos do Carioca, em 1962, 1967 e 1968.

E, na esteira do sucesso pelo Glorioso, foi um dos 22 relacionados por Zagallo para a disputa da Copa do Mundo de 1970, no México, ocasião em que a equipe canarinho conquistou o tricampeonato.

ABAIXO, GOLS DE ROBERTO MIRANDA PELO CORINTHIANS, DO CANAL “1910 HISTÓRIAS”, DO YOUTUBE

 

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Achados & Perdidos: Com gol de Viola, Corinthians derrotava o Guarani há 38 anos e faturava o Paulistão.

Há exatos 38 anos, com gol do jovem Viola, então com 19 anos, o Corinthians derrotava o Guarani no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, e conquistava seu 20º título estadual, sob o comando do treinador Jair Pereira

Uma semana antes, no Morumbi, palco da primeira partida da decisão, Corinthians e Guarani empataram em 1 a 1. O Bugre saiu na frente com um golaço de Neto, de bicicleta, e Edson Boaro deixou tudo igual.

Assim, em 31 de julho de 1988, em Campinas, depois de 0 a 0 no tempo regulamentar, Viola marcou aos 4 minutos de bola rolando no primeiro tempo da prorrogação. Wilson Mano arriscou o chute de fora da área, do lado direito. A bola não parecia perigosa para o goleiro burgrino Sérgio Nery, mas Viola, na marca do pênalti, desviou de perna esquerda para se consagrar na ocasião. 

Confiante, Paulo Sérgio Rosa, o Viola, havia entrado em campo com duas camisas, e ao fazer o gol, jogou uma delas para a torcida, que estava atrás da meta do Guarani.

Vale lembrar que Viola somente atuou pois o titular, Edmar, havia sido convocado para a Seleção Brasileira.

FICHA TÉCNICA DA PARTIDA

Corinthains 1 x 0 Guarani

Decisão do Campeonato Paulista

Data: 31 de julho de 1988

Local: Estádio Brinco de Ouro da Princesa – Campinas

Gol: Viola, aos 4 minutos do primeiro tempo da prorrogação

Guarani: Sérgio Nery; Marquinhos, Vágner, Ricardo Rocha e Albéris; Paulo Isidoro, Barbieri (Mário Maguila) e Marco Antônio Boiadeiro; Neto (Careca), Evair e João Paulo. Técnico: Carbone.

Corinthians: Ronaldo; Édson, Marcelo Djian, Denílson e Dida; Biro-Biro, Márcio (Paulinho Gaúcho) e João Paulo; Viola, Éverton (Wilson Mano) e Paulinho Carioca. Técnico: Jair Pereira.

ABAIXO, COM NARRAÇÃO DE OSVALDO MACIEL (RÁDIO GLOBO-SP), O GOL DE VIOLA NA DECISÃO DO CAMPEONATO PAULISTA DE 1988 

 

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Achados & Perdidos: Há 52 anos, em final polêmica, Vasco conquistava seu primeiro Campeonato Brasileiro

Há exatos 52 anos, no Maracanã, o Vasco da Gama conquistava o primeiro de seus quatro títulos do Campeonato Brasileiro, em uma decisão polêmica com o Cruzeiro. O time carioca bateu a equipe mineira por 2 a 1.

A final deveria ter sido realizada no Mieneirão, pois a equipe mineira havia feito melhor campanha, mas o artigo 59 do certame foi acionado, mudando o local da partida final. Nele, havia a regulamentação de que o mando de jogo seria mudado caso houvesse, por exemplo tentativa de agressão por parte do público ou de dirigente do time mandante.

Isso havia acontecido no empate realizado no Mineirão, quando o vice-presidente cruzeirense, Carmine Furletti, invadiu o gramado e tentou agredir o árbitro Sebastião Rufni.

Mas este não foi o único “imbróglio” do final da temporada de 1974 no Campeonato Brasileiro. Wilson Piazza, volante do Cruzeiro, havia levado o terceiro cartão amarelo na partida anterior, diante do Santos, mas a infração não foi relatada na súmula. Assim, o jogdor que havia sido titular da quarta-zaga do Brasil na Copa de 1970 pôde jogar normalmente a finalíssima.

O JOGO…

Mesmo com um time mais técnico, calçado em jogadores do nível de Dirceu Lopes, Palhinha, Zé Carlos e Nelinho, entre outros, o Cruzeiro teve pela frente um Vasco muito bem organizado naquele 1º de agosto de 1974, comandado pelo saudoso treinador Mario Travaglini (1932-2014).

Assim, quando o cronômetro marcava 14 minutos da etapa inicial, a equipe cruzmaltina tirou o zero do placar. Zanata cobrou falta da direita, recuando para Fidelis, que arriscou o chute a gol. No meio do caminho, dentro da grande área, Ademir se antecipou, dominou a bola e chutou de pé esquerdo, vencendo o goleiro Vitor.

Mas o Cruzeiro não esmoreceu, chegando ao empate com Nelinho. O lateral-direito recebeu de Eduardo na entrada da grande área, e com seu portentoso chute de perna direita fuzilou a meta de Andrada, igualando o placar.

O Vasco retomou a vantagem no placar com Jorginho Carvoeiro. O ponta-direita recebeu ótimo lançamento de Alcir Portela e ficou frente a frente com Vitor. O goleiro cruzeirense chutou a bola que bateu em Jorginho, que ficou com a sobra, livre para marcar o segundo tento.

GOL DO CRUZEIRO ANULADO…

Habitual em polêmicas, Armando Marques (1930-2014), anulou um gol absolutamente legal de Zé Carlos, de cabeça, na pequena área. Não houve impedimento nem falta sobre Alfinete na origem do cruzamento.

Para indignação dos cruzeirenses, Armando Marques não deu qualquer acréscimo além dos 45 minutos da etapa final.

Depois daquele, que foi seu primeiro Brasileirão, em 1974, o Vasco voltou a conquistar o certame em três ocasiões: 1989, 1997 e 2000.

FICHA TÉCNICA DA PARTIDA

Vasco 2 x 1 Cruzeiro

Decisão do Campeonato Brasileiro de 1974

Local: Estádio Mario Filho (Maracanã)

Data: 1º de agosto de 1974

Gols: Ademir (Vasco); Nelinho (Cruzeiro) e Jorginho Carvoeiro (Vasco)

Vasco da Gama: Andrada; Fidelis, Miguel, Moisés e Alfinete; Alcir, Zanata e Ademir; Jorginho Carvoeiro, Roberto Dinamite e Luis Carlos. Técnico: Mário Travaglini.

Cruzeiro: Vitor; Nelinho, Perfumo, Darci Menezes e Vanderlei; Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes; Roberto Batata, Palhinha (Joãozinho) e Eduardo (Baiano). Técnico: Hilton Chaves.

ABAIXO, COM NARRAÇÕES DOS SAUDOSOS LUIZ NORIEGA (1º TEMPO) E ORLANDO DUARTE (2º TEMPO), LANCES DE VASCO 2 X 1 CRUZEIRO, EM 1º DE AGOSTO DE 1974, DECISÃO DO CAMPEONATO BRASILEIRO, NO MARACANÃ

 

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Saudade: Athiê Jorge Cury, presidente do Santos no período mais vitorioso, nascia há 122 anos

O saudoso Athiê Jorge Cury, deputado federal em várias legislaturas, ex-goleiro do Santos e presidente do clube no período de maiores conquistas, nascia há exatos 122 anos. Nascido em 1º de agosto de 1904, ele morreu em 1º de dezembro de 1992, aos 88 anos de idade.

Se os últimos anos têm sido difíceis para o clube da Vila Belmiro, incluindo o rebaixamento para a Série B em 2023, as décadas de 1950 e 1960 foram bem distintas para o clube da Vila Belmiro. 

Presidente com mandato mais longevo da história do Santos Futebol Clube, totalizando 26 anos, conquistando 57 títulos, além de ter sido o dirigente responsável pela vinda de Pelé (1940-2022) para a Vila Belmiro, protagonizou outras contratações, como Pagão, Zito, Dorval, Coutinho e Mengálvio, entre outros.

EVITOU A VENDA DE PELÉ PARA O FLMANEGO E A INTER DE MILÃO

Em 1969, o então presidente do Santos, Athiê Jorge Cury, confirmou em entrevista à TV Tupi de São Paulo, durante o telejornal “Ultra Notícias”, que recebeu uma oferta do Rubro-Negro, por telegrama, mas declinou da proposta de 2 bilhões de cruzeiros.

“Enquanto eu for presidente do Santos Futebol Clube, Pelé é inegociável. É patrimônio nacional e não será vendido por preço algum”, atestou o então mandatário do clube da Vila Belmiro.

Aliás, falando em recusa, o jornalista Claudio Carsughi se lembra da tentativa de um clube italiano em contratar Pelé.

“A Inter de Milão, pouco antes, pedira ao Santos para fixar um preço do passe de Pelé para poder adquiri-lo, mas o presidente Athiê se recusou até mesmo a discutir o assunto…”, lembra Carsughi.

De qualquer forma, ainda que por uma única vez, em um jogo beneficente (em prol de vítimas de uma enchente em Minas Gerais), Pelé, já aposentado, vestiu a camisa do Flamengo ao lado de Zico no amistoso contra o Atlético-MG, disputado em 6 de abril de 1979, no Maracanã, com vitória da equipe carioca por 5 a 1.

Pelé atuou no primeiro tempo, fez boas tabelas com o Galinho mas não marcou nenhum dos gols rubro-negros. 

ABAIXO, ATHIÊ JORGE CURY, PRESIDENTE DO SANTOS, CONFIRMANDO QUE RECEBEU PROPOSTA DO FLAMENGO POR PELÉ, EM 1969, DURANTE ENTREVISTA PARA O PROGRAMA “ULTRA NOTÍCIAS” DA EXTINTA TV TUPI DE SÃO PAULO.

 

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Olhos no retrovisor: Piloto francês com duas vitórias na F1, Patrick Depailler morria há 46 anos

Há exatos 46 anos, durante teste particular por sua equipe, a Alfa Romeo, morria o piloto francês Patrick Depailler, detentor de duas vitórias na Fórmula 1, uma pela Tyrrell em 1978 (em Mônaco) e a outra pela Ligier em 1979 (em Jarama, na Espanha). Ele estava com 35 anos.

Na Tyrrell, Depailler foi um dos pilotos que contribuiu no desenvolvimento do icônico modelo P34, o único carro de seis rodas a participar oficialmente de GPs de F1, em parte da temporada de 1976 e em toda a temporada de 1977, conquistando como melhores resultados dois terceiros lugares, em Mônaco (1976) e no Japão, em Fuji (1977).

Depailler, já havia sofrido um acidente muito sério em 1979, quando caiu  com sua asa delta em sua cidade natal, Clermond-Ferrand, e fraturou as duas pernas, o que o deixou de fora das demais corridas daquele ano pela Ligier, após sete GPs. Ele formava dupla com o também francês Jacques Laffite, e acabou sendo substituído por outro francês, Didier Pironi (1952-1987).

O ACIDENTE

Em 1º de agosto de 1980, então piloto da Alfa Romeo, Depailler testava o carro no circuito alemão de Hockenheim, em uma sessão privada. O carro sofria com falta de confiabilidade, sobretudo no motor de 12 cilindros. Ele havia disputado oito GPs naquela temporada sem concluir nenhum deles.

Por conta de uma quebra, provavelmente na suspensão, Depailler perdeu o controle de sua Alfa Romeo 179, bateu frontalmente contra um muro de proteção e capotou sobre um guard-rail, na curva Ostkurwe.

 

Inconsciente, ele foi transportado de helicóptero para o Hospital Universitário de Heidelberg, morrendo alguns minutos depois, com graves ferimentos na cabeça e as duas pernas decepadas.

 

Era casado com Michelle Depailler, com quem teve um filho: Loic Depailler.

 

 

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Saudade: Há um ano morria Paes, ex-meia da Lusa que brilhou no futebol equatoriano

 

Há exatamente um ano morria o ex-meia Paes, que atuou na Portuguesa de Desportos e também se destacou no futebol do Equador, chegando, inclusive, a defender a seleção local nas Eliminatórias para a Copa de 1982. Ele estava com 79 anos, e a causa da morte, na ocasião, não foi divulgada.

Francisco José Paes nasceu em 26 de março de 1946 no município paulista de Conchas, na porção central do estado, região de Piracicaba, e depois de defender as cores da Portuguesa entre 1966 e 1970, transferiu-se para o Equador, defendendo o Barcelona de Guayaquil (primeiro por empréstimo e depois em definitivo) e o 9 de Octobre, onde encerrou sua carreira, em 1984.

Ao deixar os gramados, trabalhou como treinador, tanto no Equador como no Brasil, justamente pelo clube que o revelou, a Portuguesa de Desportos, nesta nas divisões de base.

Ainda trabalhou orientando jovens em São Mateus, Zona Leste da capital paulista, junto à Secretaria Municipal de Esportes.

 

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