Aos 75 minutos, Burn entrou em campo no lugar de Elliott Anderson e revelou-se uma peça fundamental na batalha defensiva inglesa. O veterano se lançou em cada finalização, esteve presente em quase todas as bolas aéreas e, ao final dessa luta abnegada, chegou até a fazer história na Copa do Mundo. Burn registrou seis intervenções defensivas, além de dois bloqueios importantes. Nenhum outro jogador em uma fase final da Copa do Mundo, desde o início do registro detalhado de dados em 1966, conseguiu tantos em tão pouco tempo de jogo, segundo a Opta.
No final, com o generoso tempo de acréscimos, foram quase 28 minutos em que Burn pôde ajudar a fechar o gol inglês. O que seu mentor e torcedor, Tuchel, lhe disse antes de sua primeira entrada em campo nesta Copa do Mundo? “Apenas o que ele espera de mim. Ele sabe do meu tamanho. O importante era bloquear, defender os cruzamentos e simplesmente me manter firme.”
Pode-se afirmar com toda a razão: tarefa cumprida. Missão cumprida. Que Dan Burn se tornasse profissional, muito menos jogasse uma Copa do Mundo pela Inglaterra, era algo impensável por muito tempo, uma “Missão Impossível”. Quando jovem, ele foi dispensado pelo Newcastle, jogou aos 18 anos pelo Darlington, entre outros times amadores, e trabalhava paralelamente para uma rede de supermercados.
Passando pelo Fulham, Birmingham, Wigan e Brighton, a carreira profissional com que sonhava acabou se concretizando. Aos 30 anos, Burn, já um experiente zagueiro da Premier League, voltou para onde antes havia sido rejeitado: o Newcastle United. Nos Magpies, ele é titular há anos, embora, na última temporada abaixo da média, os erros também tenham se acumulado para Burn.











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