Os jogadores mais icónicos de cada Mundial desde 1990


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Não foram os melhores jogadores do torneio, mas são o primeiro nome em que pensamos quando nos lembramos de um Mundial em específico.

Neste artigo, recordamos quais foram os jogadores mais icónicos de cada Campeonato do Mundo desde 1990, década em que o futebol começou a ficar mais globalizado.

Vê a lista!

Itália 1990: Roger Milla (Camarões)

É o “Senhor Mundial” por excelência: não teve uma carreira brilhante, mas deslumbrou no Itália ’90, aos 38 anos.

Roger Milla foi a estrela da primeira selecção africana a chegar aos quartos de final de um Mundial. Marcou quatro golos – dois à Roménia e dois à Colômbia – e foi o terceiro melhor marcador da prova, ex-aequo com mais três jogadores.

Menções honrosas: Salvatore Schilacci (Itália), René Higuira (Colômbia)

EUA 1994: Alexi Lalas (EUA)

Alexi Lalas USAGetty

Era um dos centrais titulares de uma inexperiente selecção dos EUA, país onde a era moderna do “soccer” dava os primeiros passos.

Lalas ficou sobretudo conhecido pelo cabelo e barba ruivas e o estilo “heavy metal”, mas a verdade é que os EUA não se portaram mal: passaram aos 1/8 de final pela primeira vez desde 1930 e só perderam 1-0 com o Brasil.

Menções honrosas: Oleg Salenko (Rússia)

França 1998: Taribo West (Nigéria)

Taribo WestGetty

Tal como Lalas, é mais lembrado pelo visual excêntrico do que pelo que fez no Mundial. Ainda assim, ajudou a Nigéria a chegar aos 1/8 final pela segunda vez seguida.

Menções honrosas: José Luis Chilavert (Paraguai), Davor Suker (Croácia), Michael Owen (Inglaterra)

Japão/Coreia do Sul 2002: El-Hadji Diouf (Senegal)

El Hadji DioufSenegal Football

Liderou a estreante selecção do Senegal, que chocou o mundo ao vencer a campeã em título França e chegou aos 1/4 final.

Eleito para a melhor equipa do torneio, o irreverente Diouf, então um jovem de 21 anos, parecia destinado a ser uma estrela global.

Menções honrosas: Ahn Jung-hwan (Coreia do Sul), Park-ji Sung (Coreia do Sul)

Alemanha, 2006: Fabio Grosso (Itália)

Fabio Grosso, Alessandro Del Piero, Italia, Mundial 2006Getty Images

Em 2006, jogava do Palermo e era dos futebolistas menos famosos da selecção italiana.

No entanto, além da solidez defensiva, ficou ligado a três momentos-chave do título italiano:

  • nos 1/8 final, arrancou, já nos descontos, o penálti (polémico) com que a Itália venceu a Austrália;
  • na 1/2 final, marcou, aos 119′, o golo que derrotou a Alemanha na sua própria casa;
  • na final, marcou o penálti do título

Menções honrosas: Marco Materazzi (Itália), Zinedine Zidane (França), Lukas Podolski (Alemanha)

África do Sul, 2010: Siphiwe Tshabalala (África do Sul) Thsabalala

 

Outro caso de um jogador que se tornou mais memorável do que o seu desempenho global no torneio.

É provável que nem tenha sido o melhor jogador da África do Sul, mas foi dele o primeiro golo do Mundial das vuvuzelas – e que golo! O remate e a dança do festejo ficaram para a história da prova.

Menções honrosas: Keisuke Honda (Japão)

Brasil 2014: Guillermo Ochoa (México)

Guillermo Ochoa, MéxicoGetty

O Brasil x México colocou-o na história dos Mundiais: Neymar e companhia jogavam em casa e massacraram, mas Ochoa fez um jogo brilhante e segurou o 0-0.

O México seria eliminado nos 1/8 final pelos Países Baixos, sempre com boas exibições de Ochoa, que viria a jogar no AVS.

Menções honrosas: James Rodríguez (Colômbia), Keylor Navas (Costa Rica)

Rússia 2018: Denis Cheryshev (Rússia)

20191023_Laliga_Valencia_cheryshev(C)Getty images

Mesmo a jogar em casa, a Rússia entrava no Mundial com baixas expectativas. Mas, no jogo de abertura, o extremo do Villarreal entrou ainda na primeira parte para bisar contra a Arábia Saudita.

Voltou a marcar no jogo seguinte (Egipto) e nos quartos de final, quando a Rússia caiu aos pés da Croácia. Foi escolhido para o melhor onze do Mundial.

Menções honrosas: Yerry Mina (Colômbia)

Qatar 2022: Sofyan Amrabat (Marrocos)

20221218-Morocco-AMRABAT Sofyan(C)GettyImages

Tornou-se o símbolo da campanha histórica de Marrocos, a primeira selecção africana a ficar em 4.º num Mundial.

Sempre em alta rotação, Amrabat recuperava bolas constantemente. Fez os 90′ na vitória frente a Portugal, nos 1/4 final.

Menções honrosas: Yassine Bounou (Marrocos), Dominik Livaković (Croácia)



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