Em Moçambique, empresários e as organizações da sociedade civil de Cabo Delgado contestam que a acção de formação da TotalEnergies decorra em Maputo e não em Cabo Delgado, onde os recursos estão a ser explorados.
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O anúncio da formação pela TotalEnergies em Maputo, e não em Cabo Delgado, de jovens que vão integrar os projectos de gás na península de Afungi está a deixar o conselho empresarial de Cabo Delgado descontente, diz o seu representante Mamudo Irache.
“É uma surpresa grande que se leve a formação para Maputo. Temos aqui o Instituto Industrial que poderia receber esse investimento e transformar a população e o povo de Cabo Delgado”, declarou.
As críticas chegam também do representante do Fórum das Organizações da Sociedade Civil de Cabo Delgado, Abudo Gafuro: “A tendência é de exclusão social, a tendência é de exclusão de processo económico, da recuperação da economia local, a tendência é de marginalização de uma certa classe.”
O governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo minimiza a polémica: “Tudo e qualquer coisa no nosso país pode-se realizar em qualquer parte do país.”
Valige Tauabo promete que vai reunir-se com a sociedade civil e o sector privado de Cabo Delgado para explicar os contornos da formação dos 260 jovens na Matola.










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