Maputo, 30 Jul (AIM) – A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, defendeu esta quinta-feira, em Luanda, Angola, que a resiliência das mulheres africanas perante as alterações climáticas, os conflitos armados e as crises humanitárias deve ser acompanhada por maiores investimentos.
Gueta Chapo falava durante o lançamento da campanha “Reforçar a Resiliência para Mulheres e Raparigas: Clima, Conflitos e Futuros Sustentáveis”, promovida no âmbito da Gala de Angariação de Fundos da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD), realizada na capital angolana.
Na sua intervenção, afirmou que a iniciativa representa mais do que um compromisso institucional, constituindo um verdadeiro pacto com o futuro de África.
A Primeira-Dama sublinhou que as mulheres e raparigas continuam a ser as mais afectadas pelos impactos das alterações climáticas, dos conflitos armados, das deslocações forçadas e da pobreza. Ainda assim, frisou que não devem ser vistas apenas como vítimas, mas como protagonistas da transformação social e económica do continente.
“Há momentos na história em que somos chamados não apenas a enfrentar os desafios do nosso tempo, mas a decidir que legado queremos deixar às gerações vindouras. Hoje é um desses momentos”, afirmou.
Gueta Chapo destacou o papel das mulheres na produção de alimentos, na educação das novas gerações, na prestação de cuidados de saúde, no empreendedorismo e na promoção da paz e da reconciliação nas comunidades.
“As mulheres africanas são protagonistas da mudança. Garantem a segurança alimentar, criam riqueza e empregos, educam gerações, salvam vidas e ajudam a construir sociedades mais resilientes”, afirmou.
Segundo a Primeira-Dama, o verdadeiro desafio consiste em colocar as mulheres no centro das decisões relacionadas com o clima, a paz, a economia e o desenvolvimento sustentável.
“Não estamos aqui apenas para proteger mulheres e raparigas. Estamos aqui para investir nelas, fortalecer as suas capacidades e ampliar a sua voz”, defendeu.
Ao referir-se à realidade moçambicana, a esposa do PR recordou os efeitos devastadores dos ciclones, cheias, secas e do terrorismo em Cabo Delgado e em alguns distritos da província de Nampula.
Apesar dessas adversidades, destacou a capacidade de resistência demonstrada pelas mulheres.
“Em todas estas situações encontramos um denominador comum: a força, a capacidade e a resiliência das mulheres moçambicanas. E o que acontece em Moçambique repete-se em muitos outros países africanos”, afirmou.
Defendeu ainda que o acesso das mulheres ao financiamento, à educação, à inovação tecnológica e à agricultura resiliente constitui um elemento essencial para acelerar o desenvolvimento do continente.
Como exemplo desse compromisso, destacou o programa ProMulher, lançado em Abril pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, destinado exclusivamente ao financiamento de iniciativas lideradas por mulheres.
Segundo explicou, o programa demonstra o reconhecimento de que investir nas mulheres significa investir no desenvolvimento das famílias, das comunidades e do País.
A concluir, Gueta Chapo apelou para que a campanha continental se traduza em políticas públicas mais inclusivas, investimentos consistentes e acções concretas capazes de reforçar o papel das mulheres e raparigas na construção de uma África mais resiliente e sustentável.
(AIM)









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