A Fórmula 1 divulgou nesta quarta-feira (29) os dados financeiros e de audiência referentes à primeira metade da temporada de 2026, com destaque absoluto para o mercado brasileiro. Com a volta dos direitos de exibição da categoria ao Grupo Globo, o país liderou o crescimento global de transmissão, registrando finais de semana com audiências até cinco vezes maiores do que em 2025.
O grande marco do ano até agora ocorreu durante o GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, no fim de semana do dia cinco de julho. A transmissão conjunta entre TV Globo e Sportv3 alcançou a marca recorde de 18 milhões de telespectadores no Brasil. O número representa a maior audiência para a prova britânica em oito anos, além de se consolidar como o maior público de um único mercado para qualquer corrida de F1 no mundo desde 2020.
No cenário internacional, o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, celebrou o alcance da categoria, definindo a F1 como uma referência para as grandes ligas esportivas globais. O executivo destacou que a abertura de novas parcerias de transmissão, como o acordo estratégico com a Apple nos EUA e simulcasts com a Netflix no GP do Canadá, tem sido fundamental para atrair públicos mais jovens e diversos.
A presença de público nos autódromos também bateu marcas históricas em 2026. Todas as 11 primeiras etapas tiveram ingressos totalmente esgotados, reunindo cerca de 3,7 milhões de torcedores, um aumento de 6% em relação às mesmas provas em 2025.
Comercialmente, a categoria expandiu a carteira de parceiros globais e licenciamentos. Empresas como Standard Chartered, Marsh e FanDuel ingressaram no portfólio oficial de patrocínios em 2026, enquanto contratos com marcas consolidadas, como a Pirelli (fornecedora de pneus até 2028), foram estendidos. O setor de produtos licenciados também viu parcerias inéditas com Disney, LEGO, Hasbro e Hot Wheels.
A base de fãs globais da F1 ultrapassou a marca de 830 milhões de pessoas, um salto de 64% desde 2018, ano seguinte à aquisição da categoria pela Liberty Media. Além disso, o público continua se diversificando: 42% dos torcedores atuais são mulheres (representando três quartos dos novos fãs da categoria) e 43% de todos os fãs tem menos de 35 anos.
Essa expansão também é digital. A F1 superou a marca de 125 milhões de seguidores nas redes sociais (crescimento de 19% em relação ao ano anterior), impulsionada por um aumento de 54% na visualização de vídeos, com forte engajamento no TikTok. O setor de eSports também cresceu: o F1 Sim Racing World Championship registrou 13 milhões de espectadores ao vivo, alta de 72% sobre 2025.
Por fim, no relatório de sustentabilidade ambiental, a F1 confirmou que segue no caminho para atingir a meta de emissão zero de carbono até 2030 (Net Zero). A categoria já registrou uma redução de 35% em sua pegada de carbono total em relação aos níveis de 2018, impulsionada pela transição para energias renováveis em fábricas, logística otimizada e uso ampliado de combustível de aviação sustentável (SAF).
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