EXCLUSIVO: Fraude do Banco Master elevou o Risco Brasil mais que designação de facções como terroristas, diz estudo – Times Brasil


O colapso do Banco Master custou mais caro à imagem do Brasil no exterior do que a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos. É o que aponta um levantamento do IBEVAR e da FIA Business School, que cruzou 7.216 reportagens publicadas em 89 países e 465 veículos sobre os dois episódios.

Os dois casos tiveram volume de cobertura próximo, mas produziram efeitos opostos sobre a leitura internacional do Brasil, conforme o levantemento identificou. A designação das facções foi majoritariamente enquadrada como pressão eleitoral de Washington. Já o escândalo do Master resultou em crítica direta às instituições brasileiras.

Leia também: Estaleiro de superiate ligado a Vorcaro é intimado no caso Master

Bolsa e dólar reagiram ao escândalo do Master

Na semana em que as revelações sobre o banco ganharam repercussão internacional, a Bolsa de Valores de São Paulo caiu 3,71% e o dólar ultrapassou os R$ 5. O estudo associa o movimento à precificação de um Banco Central que demorou a agir e de um Supremo Tribunal Federal citado nas reportagens sobre o caso.

A designação terrorista não teve o mesmo reflexo direto sobre os ativos brasileiros, segundo o estudo. Assim, o mercado tratou os dois eventos como frentes de risco com pesos diferentes.

Leia também: Fuga de capital e efeito dominó no setor imobiliário: como o Master Capixaba pode impactar investidores, cotistas e empresas

Indicador Designação PCC/CV Banco Master
Reportagens analisadas 947 751
Tom predominante Condenação à designação, lida como pressão eleitoral 82% críticas ou muito críticas às instituições
País líder de cobertura Argentina Argentina (121) Argentina Argentina (164)
Países favoráveis ao Brasil 22 de 24 países mapeados Não se aplica
Efeito sobre mercado Sem reflexo direto identificado Bolsa -3,71% | dólar acima de R$ 5

Elaboração: Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC | Fonte: IBEVAR & FIA Business School

Risco-Brasil ganha componente institucional

O IBEVAR descreve o risco-Brasil pós-2025 em três frentes. Uma é o risco fiscal e político, já conhecido dos investidores. Outra é o risco institucional e financeiro, agravado pelo caso Master. A terceira é o risco de contágio criminal, que o instituto classifica como subprecificado pela imprensa estrangeira.

Do total de reportagens internacionais sobre o Master, 82% foram críticas ou muito críticas às instituições brasileiras, aponta o levantamento. Argentina, Espanha e Cuba lideraram o volume de cobertura sobre o escândalo, segundo a contagem do instituto.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.


Siga o Times | CNBC

Leia também: Jato de R$ 120 milhões de Vorcaro continua voando por quatro continentes mesmo após prisão do ex-banqueiro

Designação de facções não pesou da mesma forma no risco-Brasil

Entre os 24 países com maior volume de cobertura, 22 defenderam a soberania brasileira diante da designação do PCC e do CV, mostra a pesquisa do IBEVAR. Bolívia e Honduras, países onde as facções operam como ameaça doméstica, ficaram entre as exceções.

Assim, o instituto conclui que o risco-Brasil ligado à designação terrorista ficou concentrado na dimensão diplomática, sem o mesmo efeito sobre o custo de financiar o país observado no caso do banco.

Cronologia do colapso acelerou com o caso Bolsonaro

O IBEVAR reconstituiu a cronologia do colapso a partir da cobertura internacional. Na segunda-feira (17), a Polícia Federal barrou o banqueiro Daniel Vorcaro em um jato em Guarulhos, quando o Banco Central já liquidava a instituição. Na quarta-feira (4), o STF mandou prender a antiga cúpula do banco.

Na sexta-feira (15), um áudio vazado ligando o caso a Flávio Bolsonaro produziu o pico de 43 reportagens em um único dia, segundo o levantamento. Na quinta-feira (18), a Polícia Federal mirou um aliado de Lula no Senado, no que o instituto registra como o maior volume diário de cobertura, com 57 reportagens.

Presidente do IBEVAR aponta custo de confiança

O efeito do escândalo sobre o risco-Brasil vai além da repercussão imediata dos fatos, diz Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School. Em suas palavras, “o custo não está na manchete sobre o crime. Está na confiança, e confiança, uma vez precificada como risco, não volta de graça”.

A imagem do Brasil no exterior depende do enquadramento dado a cada episódio pela imprensa internacional, acrescenta Felisoni. Segue a citação: “a imagem do Brasil não se mede pelo que acontece, e sim pelo tom com que o mundo julga cada choque”.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings



Siga o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC no



Source link

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *