NASCAR Brasil: As particularidades da etapa em Cuiabá


NASCAR Brasil desembarcou em Cuiabá neste fim de semana, pela primeira vez, para a disputa da quinta etapa da temporada 2026, trazendo um desafio diferente aos pilotos que, além de enfrentarem uma corrida longa de uma hora no extremo calor da capital do Mato Grosso, a prova será disputada à noite e no anel externo do autódromo. 

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Com temperaturas beirando os 40°C ao longo do dia, a melhor escolha para a realização da etapa foi alocação da corrida no período da tarde, início da noite. Por isso, além de ter que lidar com o forte calor, os pilotos precisam também se acostumar com as luzes artificiais ao longo do traçado oval. 

Para Tito Giaffone, jovem de 18 anos e piloto da Full Time Sports, correr em um circuito diferentes dos tradicionais traz todo um ‘tempero’ a mais para a competição, além da preparação mental para lidar com o calor extremo. 

“É uma experiência diferente. Estamos acostumados com circuito misto e quando vamos para um traçado que só vira para um lado, muda tudo. Parece que não, mas muda a configuração do carro, muda o jeito que temos que guiar, a estratégia. Além do fato que a corrida vai acontecer em dois estágios, mais endurance”, iniciou.

“A preparação física sempre vai ter, [por pilotar a noite] não muda o estilo do nosso treino porque, por incrível que pareça, o carro em si não cansa muito, o que está cansando mais é o calor. Então, é mais a preparação mental, de conseguir manter a concentração num calor extremo”, destacou. 

Tito Giaffone; Full Time Sports

Tito Giaffone; Full Time Sports

Foto de: Vanderley Soares

Piloto da A.Mattheis Vogel, Gabriel Casagrande – que já tem uma experiência prévia de pilotar em Cuiabá, à noite – o maior desafio será o tipo de corrida ‘panela de pressão’ que o anel externo vai oferecer. 

“Correr à noite realmente ajuda bastante porque de dia é bem complicado por aqui. Neste traçado você chega numa velocidade diferente na última curva do circuito, em uma velocidade um pouco maior para frear um pouco antes. E com esses carros, você tem que estar no vácuo [do carro da frente], não tem jeito, é uma pista extensa com reta longas”, apontou. 

“O mais interessante é que, neste traçado, não será uma corrida em que você tem que dar o seu máximo o tempo inteiro, com muitas freadas, curvas diferentes, porém, você tem que se preocupar com seus adversários o tempo todo porque sabe que a qualquer momento algum carro pode estar mais rápido que você e te ultrapassar”, concluiu. 

Gabriel Casagrande; A.Mattheis Vogel

Foto de: Rodrigo Guimarães

Cacá Bueno, do Team RC, e recém completados 50 anos de idade, a ausência da luz natural não interfere na corrida e na preparação dos pilotos para a etapa. O grande diferencial fica para a mudança de programação que acaba cansando mais o piloto ao longo do fim de semana. 

“Apesar de uma experiência de noite ser bem diferente teoricamente, a iluminação do autódromo é muito boa, nem percebemos muito que está de noite, então, a gente tem uma visibilidade perfeita”, apontou. 

“Só que o dia fica mais longo porque não dá para você trocar, exatamente, a ficha e acordar duas da tarde. Você acaba acordando no mesmo horário de sempre e como tudo acontece mais tarde, você caba ficando muito mais horas do que de costume dentro do autódromo, muitas vezes muito mais do que 12 horas direto e isso acaba tornando os dias cansativos. Deixa o fim de semana um pouco mais desgastante que o normal”, encerrou.

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