A Ford acredita que os fabricantes automóveis chineses acabarão por entrar nos Estados Unidos da América – de onde amplas restrições praticamente os interditam atualmente.
Isto, apesar de haver quem queira até reforçar as barreiras existentes, sendo que uma proposta recentemente apresentada pelo senado poderia até interditar marcas como a Mercedes-Benz por terem mais de 15 por cento em posse chinesa.
E, em junho passado, a sueca Polestar (detida pela Geely) anunciou a sua saída dos EUA em 2027 por não ter obtido autorização sob a Regra dos Veículos Conectados.
De acordo com a Reuters, que cita pessoas que assistiram a uma reunião realizada esta semana, o diretor-executivo da Ford, Jim Farley, revelou aos funcionários da empresa que está a preparar-se para que a concorrência da China entre nos EUA dentro dos próximos cinco a dez anos.
O dirigente já se mostrou consciente por várias vezes da competitividade destes construtores, elogiando até o seu trabalho. Na Europa, a Ford anunciou recentemente uma parceria com a Geely para a produção de novos modelos na Península Ibérica em Espanha.
Já nos EUA, mesmo se os chineses ainda não estão no mercado, o fabricante da Oval Azul anunciou no ano passado uma nova plataforma de veículos elétricos que pretende aproximar-se do modelo eficiente de desenvolvimento que os fabricantes da China apresentam.
Jim Farley não é o primeiro alto dirigente a reconhecer a ameaça de os construtores da China entrarem nos EUA. Segundo a canadiana CTV News, um outro executivo da Ford, Bill Ford, disse num evento da Axios há algumas semanas: “Temos de estar a par da China. Não podemos esperar mantê-los de fora para sempre e temos de os conseguir bater no seu próprio jogo”.









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