Depois de um dia com sentimentos mistos, com um acordo de paz próximo e com ataques a navios, os investidores preparam-se agora para receber os dados da inflação norte-americana, que podem influenciar a decisão da Fed em setembro.
A sessão de terça-feira foi marcada por sinais mistos, depois do Paquistão ter avançado que os Estados Unidos e o Irão estavam perto de um acordo, e dos Estados Unidos terem atacado um navio que furou o bloqueio militar no Irão.
O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, anunciou que os Estados Unidos e o Irão estavam perto de um acordo de paz sobre a guerra no Médio Oriente. “Os sinais nos últimos dois ou três dias indicam que estamos próximos de chegar a algum tipo de acordo”, afirmou.
Contudo, os ataques dos Estados Unidos a um navio com bandeira do Panamá, depois de ter sido furado o bloqueio imposto aos portos iranianos, causou alguma disrupção.
Estas notícias foram acompanhadas por uma ligeira subida do preço do petróleo, apesar de estar perto um acordo de paz no Médio Oriente. O analista Elias Haddad, da Brown Brothers Harriman & Co, refere que os “preços do petróleo a ditar a narrativa da guerra, com as oscilações de preço a determinar provavelmente o ritmo de escalada e desescalada”.
Os analistas da XTB afirma que “o mercado está, por conseguinte, a passar de um cenário de «nem guerra nem paz» para a
incorporação de maiores probabilidades de acalmia, o que está atualmente a exercer pressão descendente sobre os preços do petróleo”.
Para os analistas a geopolítica não é única coisa que está a pesar na instabilidade do preço do barril. “A Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA (SPR) desceu abaixo dos 300 milhões de barris pela primeira vez desde 1983, deixando os Estados Unidos com uma reserva de
emergência significativamente menor do que nas décadas anteriores. Isto é particularmente importante num momento em que o mercado continua exposto a potenciais perturbações no abastecimento no Médio Oriente”, explicam.
Os analistas sublinham ainda que “os progressos nas negociações sobre o Estreito de Ormuz estão atualmente a pesar sobre os preços do petróleo, mas as reservas estratégicas esgotadas dos EUA continuam a ser um importante fator de risco no caso de uma nova escalada”.
Já esta quarta-feira os olhos dos investidores vão estar postos nos dados da inflação norte-americana, sendo esperado que “enfraqueça uma décima em julho, tanto na taxa geral como na subjacente”, apontam os analistas do Bankinter.
Caso estas previsões se realizem são “uma notícia muito boa, tendo em conta a subida de preços da energia que ocorreu em julho”, indicam os analistas.
Para os analistas da XTB “a recente subida dos preços do petróleo voltou a colocar os riscos de inflação nos EUA no centro das atenções. Os mercados aumentaram as expectativas de um aumento das taxas de juro pela Reserva Federal dos EUA (Fed) em setembro, enquanto a taxa de rendibilidade dos títulos do Tesouro dos EUA a 10 anos subiu para 4,727%. Uma desescalada duradoura no Médio Oriente e uma descida dos preços da energia poderiam, no entanto, aliviar parte desta pressão”.










Leave a Reply