O fim do memorando de entendimento entre EUA e Irã


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O memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra e tentar levar os países a um acordo expira nesta segunda-feira. Não houve avanço nas negociações e os dois lados seguem tecnicamente em conflito. O Estreito de Ormuz permanece fechado e os portos iranianos, bloqueados. Tampouco houve soluções para questões como o programa nuclear iraniano. Ao longo desse período, ocorreram momentos nos quais os combates pareciam estar próximos de retomar toda a sua intensidade.

Menor intensidade – Para ficar claro, apesar do fracasso, os dois lados evitam ao máximo uma escalada que leve a guerra para o estágio de violência observado nos dois primeiros meses do conflito. Naquela época, EUA e Israel bombardearam todo o território iraniano diariamente e mataram lideranças do regime de Teerã. Já o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e as nações do Golfo, incluindo bases norte-americanas. Agora, apesar de alguns ataques esporádicos de lado a lado, a intensidade do conflito diminuiu. É um processo, porém, que foi iniciado com o cessar-fogo parcial acertado em meados de abril e antecede o memorando de entendimento.

Os alvos de Israel – Israel, por exemplo, não entra mais em combate direto contra o Irã. Todos os ataques contra o território iraniano nos últimos meses foram realizados pelos EUA e concentrados na região de Ormuz. Ao mesmo tempo, o regime de Teerã também cessou os ataques contra os israelenses. Talvez este seja o maior avanço até agora. A ausência de confrontos diretos entre os dois inimigos diminuiu bastante o risco de uma escalada. Benjamin Netanyahu deseja liberdade para voltar a bombardear o Irã, mas é impedido por Donald Trump.



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