Moscou libertou nesta terça-feira o ex-fuzileiro naval dos Estados Unidos, Robert Gilman, que estava preso na Rússia desde 2022, depois que o presidente russo, Vladimir Putin, concedeu um perdão ao americano. Segundo autoridades americanas, Gilman enfrenta problemas de saúde, por razões humanitárias.
A Casa Branca e o Departamento de Estado haviam pedido a Moscou que libertasse o ex-fuzileiro de 32 anos para que ele pudesse receber tratamento médico nos EUA. Gilman estava detido em uma prisão em Voronezh, cerca de 550 quilômetros ao sul de Moscou. As circunstâncias exatas de seu estado de saúde não estão claras.
Eric Lebson, diretor de estratégia da Global Reach, grupo que representa a família de Gilman, disse à Reuters na semana passada que ele havia sido transferido no fim de junho do hospital da prisão para a ala psiquiátrica de um hospital civil de emergência, em um estado semelhante à catatonia, diagnosticado como “estupor dissociativo”.
Autoridades americanas disseram que Gilman estava nesta terça-feira a bordo de um avião do Departamento de Estado que o levava da Rússia ao Aeroporto Internacional de Washington Dulles.
Uma autoridade americana que conversou com Gilman afirmou que ele estava caminhando e falando. “Considerando as circunstâncias, ele parece estar em boas condições”, disse a autoridade.
Gilman será avaliado durante o voo por quatro médicos, segundo autoridades americanas, que falaram sob condição de anonimato. Sua mãe, Nina, também estava a bordo.
As autoridades disseram que, ao chegar a Dulles, Gilman será recebido pelo enviado americano Steve Witkoff e pelo vice-assessor de Segurança Nacional, Sebastian Gorka. Os dois trabalharam por sua libertação, juntamente com o secretário de Estado, Marco Rubio, o genro de Trump, Jared Kushner, o enviado especial dos Estados Unidos para assuntos relacionados a reféns, Adam Boehler, e outras autoridades.
Depois disso, Gilman provavelmente será levado de avião a um centro de reabilitação em San Antonio, no Texas, para receber tratamento médico, disseram as autoridades.
Preso após incidente com policial
Gilman, que serviu no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos de agosto de 2019 a agosto de 2020, viajava de trem quando foi preso em janeiro de 2022 em Voronezh, segundo Lebson.
Ele foi detido sob a acusação de ter chutado um policial enquanto estava embriagado, de acordo com a imprensa estatal russa.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2026/u/k/ThaRtaSlAQzGStdmbq3g/2026-08-11t141428z-1097701019-rc2njkadt1r9-rtrmadp-3-usa-russia-gilman-1-.jpg)
Seu pai, Vladimir Gilman, que emigrou da Rússia para Massachusetts, afirmou, porém, em um artigo de opinião publicado no Boston Globe em outubro de 2024 que as acusações eram falsas.
Segundo ele, o filho havia passado mal quando o incidente ocorreu e chutou o policial acidentalmente. O agente não ficou ferido, retirou as acusações e não apresentou provas no julgamento de Gilman, escreveu.
Robert Gilman foi condenado a quatro anos e meio de prisão. Ele era um dos pelo menos dez americanos que se sabia estarem presos na Rússia.
Autoridades americanas disseram que uma autoridade russa de alto escalão, Yuri Ushakov, informou a assessores de Trump na semana passada que Putin havia concordado em assinar um decreto concedendo perdão a Gilman por razões humanitárias, levando em conta a amizade de Putin com o presidente americano.
A libertação foi resultado de intensas negociações entre autoridades americanas e russas durante o fim de semana. Os Estados Unidos não libertaram nenhum prisioneiro russo em troca da soltura de Gilman, disseram as autoridades.
“É um gesto de boa vontade”, afirmou uma delas.










Leave a Reply