Segundo relatos, Trump tinha embarcado publicamente no antigo Air Force One, mas minutos depois foi transportado num camião de catering até um C-32A da Força Aérea dos Estados Unidos
Uma operação discreta permitiu a Donald Trump abandonar a Turquia sem que fosse possível perceber publicamente em que avião seguia o presidente dos Estados Unidos, depois de este ter recebido uma ameaça alegadamente credível de morte. A reconstrução da manobra contou com uma pista encontrada por uma conta da rede social X dedicada ao rastreamento de aeronaves militares.
Dan Lamothe, jornalista do The Washington Post e um dos autores da investigação sobre a saída de Trump do país, destacou a importância da conta ‘La Nueva Fuerza Aérea 51’ para esclarecer o que aconteceu.
Ao acompanhar os movimentos dos aviões envolvidos na viagem entre Ancara e o Reino Unido, a conta identificou um detalhe relevante: na noite de 8 de junho, um C-31A da Força Aérea norte-americana, com os radares desligados, aterrou junto ao avião presidencial numa base da Força Aérea britânica em Suffolk, perto de Mildenhall.
A investigação revelou que Trump tinha sido visto a entrar no antigo Air Force One. Essa, contudo, não seria a aeronave que utilizaria para continuar a viagem.
Pouco depois de embarcar, o presidente norte-americano foi levado num camião de catering até um C-32A da Força Aérea dos Estados Unidos. A mudança ocorreu depois de os serviços de informações terem identificado uma ameaça credível de morte relacionada com o Irão.
O esquema procurava garantir que a localização de Trump permanecesse desconhecida. Para isso, enquanto o presidente dos EUA seguia noutro avião, o Air Force One continuou a viagem como se o mesmo permanecesse a bordo.
O Boeing 747 transportava jornalistas e parte dos funcionários da Casa Branca, que não tinham conhecimento da troca. Para quem acompanhava publicamente a deslocação, tudo indicava que Trump continuava no avião presidencial.
Na realidade, o Air Force One tinha passado a desempenhar outra função: servir de isco e desviar a atenção de possíveis atacantes sobre a verdadeira localização do presidente de uma das maiores potências do mundo.
Os movimentos registados pela conta ‘La Nueva Fuerza Aérea 51’ ajudaram assim os jornalistas do jornal a juntar as peças de uma operação que permaneceu escondida enquanto a viagem decorria.









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