“Porque [António Guterres] não chama as coisas pelos seus nomes? Porque se recusa a identificar os dois principais responsáveis: os Estados Unidos e Israel? Porque evita condenar aqueles que concederam impunidade total aos autores de genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e atos de agressão?”, questionou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baqaei, nas redes sociais.
Na mesma mensagem, o porta-voz da diplomacia iraniana deu ênfase a uma declaração feita por Guterres a 23 de julho, na qual o representante das Nações Unidas lamentou o “alarmante desrespeito pelo Direito Internacional” e denunciou que “a impunidade está a alastrar”.
Situação que, frisou na mesma ocasião o secretário-geral da ONU, “se manifesta de forma particularmente evidente no Médio Oriente, com consequências devastadoras para a região e para todo o mundo”.
“Tem toda a razão”, frisou Baqaei, ao comentar as declarações de Guterres.
O porta-voz iraniano instou ainda António Guterres, que deixará o cargo de secretário-geral das Nações Unidas no final deste ano, a “assumir a sua responsabilidade e ajudar a evitar que a ONU e o seu sistema normativo tenham o mesmo destino da Sociedade das Nações”, que colapsou depois de ter falhado na tentativa de evitar a Segunda Guerra Mundial.
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