
Ativistas climáticos defendem que as grandes petrolíferas sejam responsabilizadas financeiramente pelos incêndios florestais e pelas ondas de calor que atingem a Europa. Estima-se que as oito maiores empresas de petróleo do mundo lucraram mais de 90 bilhões de dólares em apenas três meses com a alta da commodity causada pela guerra no Irã. O valor é mais do que o dobro do registrado de abril a junho do ano passado. Enquanto isso, os fenômenos climáticos extremos, atribuídos justamente às emissões de poluentes causadas pela queima de combustíveis fósseis, destroem a paisagem europeia e provocam mortes em uma nova onda de calor.
O argumento das organizações como o Greenpeace é que o aumento das emissões de combustíveis fósseis ajuda a agravar eventos climáticos, enquanto os custos dessas crises acabam recaindo sobre governos e populações. A pressão do movimento ambiental se apoia em estimativas de que o setor lucrou fortemente com a instabilidade geopolítica.
Os impactos na Europa já são expressivos. Segundo análise do jornal britânico Financial Times, o custo total dos incêndios que afetam a Europa neste verão já chega a 3,5 bilhões de dólares, com quase 500 mil hectares queimados desde o início da temporada em cinco países (Portugal, Espanha, Itália, Grécia e Romênia).
Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Patrick Galey, da ong Global Witness, disse que as petrolíferas lucram com a “miséria humana”, em referência às guerras, famílias comuns pagam o preço da prioridade dada ao petróleo sobre um mundo mais habitável.
Para os ativistas do clima, parte dos ganhos extraordinários das petrolíferas deveria ser canalizada para adaptação climática, prevenção de incêndios e recuperação das áreas destruídas. As petrolíferas normalmente respondem com duas linhas principais de defesa: dizem que as ações contra elas são politizadas e negam responsabilidade direta pelos incêndios.










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