E os agricultores de toda a Europa estão a alertar para uma queda na produção de alimentos e o consequente aumento dos preços, já que as colheitas estão a ser afetadas pelo calor extremo, a seca e os incêndios florestais. De acordo com o Guardian, as temperaturas elevadas registadas em vários pontos do continente prejudicaram o desenvolvimento das culturas, reduziram a humidade dos solos e agravaram a pressão sobre os sistemas de rega.
Os olivais são dos mais afetados, visto que a crise climática está a aumentar as temperaturas em todo o continente, o que deve levar a um novo aumento do preço do azeite para o consumidor. Grande parte da área ardida no Mediterrâneo, incluindo Portugal, Grécia e Itália, até agora é de olival, o que irá impactar na produção de azeite.
Mas não é só o azeite que será impactado. A associação de produtores de hortaliças Légumes de France alertou que milhares de toneladas de produtos, avaliados em dezenas de milhões de euros, foram perdidas e que a produção de certas culturas deve ficar reduzida pela metade devido à falta de chuva.
Além disso, o clima extremamente quente e seco em França também prejudicou o crescimento das uvas em regiões vinícolas como Champagne, Bordeaux e Borgonha, ameaçando uma colheita menor e uma das mais precoces já registadas.
E em Espanha, o Ministério da Agricultura prevê que a colheita de cereais do país em caia dos 24 milhões de toneladas do ano passado para pouco mais de 18,5 milhões de toneladas – uma previsão feita antes da época dos incêndios florestais.
Espanha é o principal produtor europeu de azeite e tem registado temperaturas mais próximas da normalidade do que outras regiões do continente, mas a falta de água continua a preocupar o setor.
A União Europeia admite cortes dramáticos na produção, nomeadamente de girassol ou de milho, mas também de batatas e soja. E mesmo em Portugal, que não está a enfrentar cenários tão extremos, estando no mercado comunitário deve ser afetado pelo aumento dos preços.










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