Europa Ocidental tem junho e julho mais quentes já registrados, diz Copernicus


Um Super El Niño pode estar chegando. Estamos preparados?

A história serve de advertência: é preciso estar preparado para os desafios que o fenômeno traz. E será que estamos? Entenda no #EstadãoExplica desta semana. Crédito: Estadão

A Europa Ocidental registrou o período entre junho e julho mais quente desde o início das medições, em meio a sucessivas ondas de calor, seca generalizada e incêndios, informou nesta segunda-feira, 10, o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), da União Europeia.

A temperatura média combinada na região nos dois meses chegou a 21,62°C, superando o recorde anterior, de 2022. Segundo o Copernicus, o resultado reflete a “persistência excepcional do calor” durante o verão europeu.

Junho já havia sido o mês mais quente já registrado na Europa Ocidental. Em julho, a temperatura média ficou em 22,48°C, 2,53°C acima da média do período de referência, ligeiramente abaixo do recorde de julho de 2006, de 22,54°C.

Região enfrentou ondas de calor sucessivas, seca generalizada e incêndios; oceanos também bateram recorde de temperatura para julho Foto: ARIS OIKONOMOU

Desde maio, a região enfrentou quatro episódios de calor extremo, dois deles em julho. As altas temperaturas contribuíram para uma seca quase generalizada na França e na Espanha, além de atingir partes da Alemanha e do Reino Unido.

Em escala global, julho de 2026 empatou com o mesmo mês de 2024 como o segundo julho mais quente já registrado, atrás apenas de 2023.

Os oceanos, por sua vez, atingiram em julho a maior temperatura média já observada para o mês, de 20,96°C. Segundo o Copernicus, o calor foi impulsionado pelo fenômeno El Niño e pelo aquecimento global provocado pela atividade humana.

“Não conhecemos um clima assim em toda a nossa vida e talvez nem mesmo desde o surgimento de nossa civilização”, afirmou Carlo Buontempo, diretor do C3S.

A Europa é o continente que se aquece mais rapidamente no mundo, e os efeitos das temperaturas elevadas têm sido especialmente intensos na porção ocidental do continente./com AFP



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