Temperatura dos mares bate recorde em julho, com Europa Ocidental a enfrentar calor extremo


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Segundo o The Guardian, a temperatura média da superfície dos mares fora das regiões polares atingiu em julho um novo máximo para o mês, ultrapassando o anterior recorde, registado em 2023.

O serviço europeu Copernicus identificou temperaturas recorde à superfície do mar na costa atlântica e no Mediterrâneo ocidental, regiões afetadas por intensas ondas de calor marinhas. O fenómeno ocorreu ao mesmo tempo que a Europa Ocidental registou o período de junho e julho mais quente de sempre.

As temperaturas do ar à superfície em todo o mundo ficaram, em julho de 2026, apenas 0,01ºC abaixo das registadas em julho de 2024. Por essa razão, os cientistas consideram os dois meses como os segundos julhos mais quentes de que há registo, em conjunto.

Segundo o Copernicus, os primeiros dois meses do verão de 2026 foram 2,79ºC mais quentes do que o habitual, ultrapassando o anterior recorde estabelecido quatro anos antes. O serviço europeu descreveu a situação como uma demonstração da “persistência excecional do calor” desde o início da estação.

A Europa Central enfrenta também uma onda de calor durante a qual foram quebrados recordes nacionais de temperatura em alguns países, entre os quais a Áustria e a Eslováquia. O calor intenso contribuiu para a secura da vegetação e aumentou as condições favoráveis à propagação de incêndios.

A falta de chuva e de humidade no solo observada em maio e junho intensificou-se em julho, de acordo com o Copernicus. Em várias zonas secas de França, Espanha e de partes da Alemanha e do Reino Unido, os baixos caudais dos rios afetaram o abastecimento de água, a irrigação e as centrais elétricas.

A escassez de água para arrefecimento levou, na semana passada, ao encerramento de duas centrais a carvão na Polónia e da única central nuclear da Hungria, pela primeira vez nos seus 44 anos de história.

O calor e a seca representam também uma ameaça significativa para a economia europeia. As primeiras estimativas para este verão apontam para perdas de 2 mil milhões de euros nas culturas dos produtores de cereais devido ao calor registado em junho.

Também os incêndios florestais atingiram níveis elevados. Dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais indicam que cerca de 500 mil hectares arderam na União Europeia desde o início do ano, acompanhados por níveis de poluição superiores à média devido ao fumo libertado pela vegetação em chamas.

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