As forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica lançaram “vários mísseis balísticos a partir do Irão” contra uma base dos Estados Unidos na Jordânia, esta terça-feira. Contudo, e de acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), “todos os mísseis iranianos foram interceptados com sucesso”.
“Hoje, às 17h45 (hora da costa leste dos EUA), as forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica lançaram vários mísseis balísticos a partir do Irão, numa tentativa de ataque surpresa contra as forças norte-americanas estacionadas no Médio Oriente. Todos os mísseis iranianos foram interceptados com sucesso”, relatou o CENTCOM, na rede social X (Twitter).
O organismo apontou, ainda assim, que “as forças norte-americanas mantêm-se vigilantes e num elevado estado de prontidão”.
A informação de que os mísseis balísticos tinham como alvo uma base norte-americana na Jordânia foi avançada pela imprensa internacional, como é o caso da Axios.
De notar que, na segunda-feira, o presidente norte-americano disse que as negociações com o Irão tinham “boas hipóteses” de produzir resultados, após uma suspensão de vários dias consecutivos de ataques contra a República Islâmica.
“Veremos o que acontece. Penso que há uma boa hipótese de algo acontecer”, declarou Donald Trump, a bordo do avião presidencial.
O Irão avisou, no entanto, não estar envolvido em quaisquer negociações com os Estados Unidos, apesar da recente cessação das hostilidades entre os dois países e dos relatos de contactos dos países mediadores do Médio Oriente com a diplomacia de Teerão. Se as negociações falharem, o líder norte-americano insistiu na ameaça de que as forças norte-americanas vão retomar os ataques aéreos.
“Voltaremos ao que estávamos a fazer há dois dias”, avisou, a caminho de um evento no Michigan.
Questionado sobre o prazo que está disposto a dedicar à diplomacia, respondeu: “Não muito tempo. Ou avança depressa ou não avança de todo.”
O dirigente norte-americano disse ter concordado na passada sexta-feira com a suspensão dos ataques contra a República Islâmica a pedido dos aliados no Médio Oriente, que estão a mediar o conflito.
“Todos os que lidam com o Irão pediram-me: ‘Não dispare'”, relatou.
Os Estados Unidos realizaram na quinta-feira a última vaga de bombardeamentos contra a República Islâmica, no 13.º dia consecutivo de ataques desde o colapso do cessar-fogo aceite pelas partes em junho, para interromper as hostilidades e como forma de abrir espaço para negociações de um acordo paz definitivo.
As conversações são centradas no levantamento do bloqueio militar do Irão ao tráfego marítimo comercial no estreito de Ormuz e no programa nuclear iraniano.
[Notícia atualizada às 23h58]
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