Uma paragem nos ataques e uma descida no preço do barril de petróleo marcaram a primeira sessão da semana e deram algum ânimo aos investidores, numa semana que vai ter decisão da Fed sobre as taxas de juro.
A semana começou tranquila nos mercados, com o conflito do Médio Oriente a acalmar. A grande mexida do dia foi nos preços do petróleo, que estiveram em queda.
O preço do barril esteve a descer durante a primeira sessão da semana, com o Brent a chegar aos 86 dólares, depois de, na semana passada, ter ultrapassado a barreira dos 100 dólares. Desde a noite de sexta-feira que os Estados Unidos avançaram com uma suspensão das operações, depois de ter realizado ataques para reduzir a capacidade do Irão de atingir o tráfego comercial marítimo.
Henrique Valente, analista da ActivTrades Europe, refere que “a situação continua, no entanto, bastante frágil. O tráfego através do Estreito de Ormuz permanece muito reduzido, com menos de dez navios de mercadorias a atravessarem diariamente a região durante o fim de semana. Os mercados estão, por isso, a reagir em tempo real a qualquer sinal de avanço ou recuo nas negociações. Esta desescalada poderá também pesar na decisão da Reserva Federal, que será anunciada esta quarta-feira”.
“A queda do petróleo reduz parte do risco de uma nova aceleração da inflação e reforça o cenário de manutenção das taxas. Ainda assim, os mercados atribuem cerca de 34% de probabilidade a uma subida de 25 pontos base, uma incerteza invulgarmente elevada tão perto da reunião”, aponta.
“A pausa nos ataques por ambas as partes reacendeu a esperança de que possa surgir uma solução diplomática, permitindo uma descida dos preços do petróleo e um ligeiro alívio das pressões inflacionistas”, afirma Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe.
Já em contraciclo, os preços do ouro voltaram a registar subidas, tendo mesmo ultrapassado os 4.100 dólares. “O ouro encontrou suporte, numa altura em que o dólar norte-americano negociava em baixa face às restantes principais divisas. Ainda assim, apesar do arranque positivo da semana, o potencial de valorização do metal precioso continua a ser limitado. O conflito no Golfo Pérsico está longe de estar resolvido e é pouco provável que os preços da energia recuem de forma significativa sem desenvolvimentos geopolíticos mais encorajadores. Pelo contrário, poderão voltar a disparar caso as tensões se agravem”, declara.
A semana vai ser marcada pela divulgação de resultados empresariais de empresas do setor tecnológico e pela reunião da Reserva Federal norte-americana, que se realiza na quarta-feira. Os analistas do Bankinter referem que vamos poder “ver uma moderação da mensagem (na reunião da Fed) se o petróleo continuar a moderar-se após se deter os ataques entre os EUA e o Irão”.










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