“Os ataques procuraram diminuir ainda mais as ameaças representadas pelo Irão e pelos seus aliados às forças americanas, à navegação comercial e aos países vizinhos do Golfo”, afirmou o Centcom em comunicado.
A imprensa estatal iraniana avançou, por sua vez, que pelo menos três pessoas morreram nos ataques norte-americanos à Ilha de Qeshm.
A Guarda Revolucionária iraniana veio já avisar que irá “castigar o agressor ainda hoje”.
Os novos bombardeamentos norte-americanos foram anunciados poucas horas após o presidente Donald Trump ter prometido atingir o Irão “com muita força”, depois de forças pró-iranianas terem atacado uma base norte-americana na Jordânia.
Segundo o Centcom, todos os mísseis foram interceptados. As bases norte-americanas na Jordânia têm-se tornado, ultimamente, alvos prioritários do Irão.
Iraque fala em “violação flagrante da soberania”
Também na quarta-feira, as forças dos EUA e da Arábia Saudita lançaram ataques contra grupos alinhados com o Irão no leste do Iraque, em retaliação aos ataques com drones contra alvos petrolíferos sauditas lançados a partir do Iraque.
O ataque conjunto marcou a primeira vez que Riade se juntou publicamente a ataques ao lado de Washington.
A presidência iraquiana denunciou uma “violação flagrante da soberania”, enquanto o Conselho de Segurança Nacional anunciou um plano para impedir que o território seja usado para ameaçar países vizinhos.
No Egito, um drone atingiu um navio-tanque de armazenamento de gás de propriedade dos EUA no porto egípcio de Damietta, no Mediterrâneo, informou a empresa britânica de segurança marítima Ambrey na quarta-feira.
Os mais recentes ataques no Iraque e no Egito ameaçam envolver mais países do Médio Oriente no conflito, depois de os Houthis do Iémen, alinhados com o Irão, terem declarado na semana passada um bloqueio naval contra a Arábia Saudita. A escalada em múltiplas frentes, após três dias de relativa calma, demonstra a dificuldade no encerramento de um conflito que leva já cinco meses e abalou a economia mundial.
Antes desta nova vaga de violência, mediadores regionais tinham manifestado otimismo quanto a um regresso das partes à mesa de negociações. O acordo provisório colapsou nas últimas semanas devido ao recomeço dos combates no Estreito de Ormuz, vital para o transporte global de energia.
A União Europeia convocou para sexta-feira uma reunião extraordinária dos ministros da Energia para avaliar medidas de emergência face à escalada no Médio Oriente.
c/ agências









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