Guterres aborda em Amã guerra na região e esforços de paz


Ayman Safadi e António Guterres “abordaram a situação regional, as repercussões da perigosa escalada na região e os esforços para restabelecer a calma e garantir segurança e estabilidade duradouras”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros jordano num comunicado publicado no final da reunião entre os dois líderes.

Neste sentido, Safadi e Guterres apelaram ao “respeito pelo cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão”, alcançado em junho, mas quebrado no início deste mês, bem como ao “reinício das negociações para alcançar uma solução abrangente que aborde todas as causas de tensão”, sem outros pormenores.

Estas negociações devem, além disso, conduzir à garantia da navegação no estreito de Ormuz, num momento em que os países árabes do golfo Pérsico, aliados de Washington, estão a sofrer as consequências das perturbações nesta via crítica para o trânsito mundial de petróleo.

Por outro lado, Guterres e Safadi analisaram também a situação na Palestina, pediram a execução do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza e o levantamento das “restrições israelitas que impedem a entrada de ajuda humanitária”, referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros jordano, na mesma nota.

Por este motivo, o responsável da Jordânia pediu a “união de esforços regionais e internacionais para obrigar Israel, a potência ocupante, a pôr termo a todas as violações do direito internacional e do direito internacional humanitário”.

Antes de chegar a Amã, Guterres visitou a Síria, na primeira viagem de um secretário-geral da ONU ao país árabe em 17 anos.

A última vez que um líder das Nações Unidas se deslocou ao país foi em 2009, quando o ex-presidente sírio Bashar al-Assad convidou Ban Ki-moon.

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