Médio Oriente: Brent estabiliza apesar das preocupações com bloqueio de Ormuz


O preço do petróleo Brent estava hoje a estabilizar, após ter subido impulsionado por uma nova onda de preocupações do mercado que antevê o prolongamento do bloqueio do estreito de Ormuz com pedidos incompatíveis entre Irão e EUA.


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Cerca das 13:30 em Lisboa, o preço do contrato genérico de petróleo Brent, de referência na Europa, descia 0,15% para 87,59 dólares, mas depois de ter ultrapassado a barreira de 90 dólares durante a sessão.

O equivalente norte-americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), moderava o avanço para 0,26% para 82,34 dólares.

O petróleo já tinha começado a semana em forte alta na segunda-feira, impulsionado pelas condições impostas por Teerão para abrir o estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio de hidrocarbonetos, que parecem ser dificilmente aceitáveis pelos Estados Unidos.

O Irão “pede compensações pelos danos que sofreram durante os cinco meses de conflito militar”, escreveu Donald Trump, “embora isso nunca tenha sido mencionado em nenhuma das nossas negociações ou reuniões”.

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“Mas é uma ideia interessante porque, da mesma forma, eu também estou a pedir compensações ao Irão, por todas as pessoas que eles mataram e feriram” em ataques e “conflitos”, incluindo “as famílias daqueles que foram mortos no USS Cole”, um navio de guerra norte-americano atingido por um atentado mortal em 2000 no Iémen, acrescentou o Presidente americano.

 “Esta mensagem reforça a ideia, no mercado, de que há poucas hipóteses de uma reabertura iminente do estreito de Ormuz”, afirma Arne Lohmann Rasmussen da Global Risk Management, citado pela Afp.

 E para o petróleo isto implica preços mais altos, especialmente porque “esta reviravolta ocorre enquanto os Huthis tentam bloquear o tráfego marítimo no Mar Vermelho, e os ‘stocks’ mundiais de petróleo continuam a diminuir”, destaca o analista.

“O padrão repete-se incessantemente: um entusiasmo inicial quando as negociações parecem promissoras, e depois esse otimismo dissipa-se tão rapidamente”, quando nenhum progresso é constatado, afirmam analistas do ING citados pela Afp.

Se os investidores reagem tanto às declarações políticas, é porque esperam “um aumento da oferta de petróleo se o estreito de Ormuz reabrisse”, o que poderia fazer os preços descerem, explica John Evans, analista da PVM, citado pela Afp.

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