O porta-voz do comandante-chefe das Forças Armadas iraquianas, Saba al-Numan, criticou o posterior bombardeamento conjunto dos Estados Unidos e da Arábia Saudita em solo iraquiano, c considerando estar “longe de todas as normas internacionais” e dos “princípios de boa vizinhança”.
“O Governo abriu uma investigação sobre as acusações feitas por outros países relativamente a ataques lançados a partir do território iraquiano, apesar da nossa firme convicção e total confiança nas nossas forças de segurança e na versão oficial, segundo a qual não ocorreu qualquer ataque dessa natureza a partir do interior do país”, afirmou Al-Numan.
Neste sentido, instou os países a apresentarem provas e evidências que sustentem as alegações de que os ataques foram lançados a partir do território iraquiano, classificando os bombardeamentos dos Estados Unidos e da Arábia Saudita contra as Forças de Mobilização Popular (FMP) como um ataque “unilateral e injustificado”.
“A lógica é recíproca e mútua: não permitiremos agressões contra os países vizinhos nem aceitaremos agressões contra o território iraquiano”, afirmou, acrescentando que está já em curso “um plano de segurança para responder a todas as vulnerabilidades, redistribuir as áreas de responsabilidade e reforçar o trabalho dos serviços de informações”, de acordo com a agência de notícias iraquiana INA.
O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, evitou reconhecer que os ataques contra os países vizinhos tiveram origem em território iraquiano, embora o Conselho de Segurança Nacional tenha anunciado um plano “para assegurar o controlo do território, fazer face a qualquer violação da soberania do Iraque e impedir que qualquer interveniente utilize o solo iraquiano para ameaçar os países vizinhos”.
Os ataques norte-americanos e sauditas atingiram instalações de milícias pró-iranianas que integram legalmente as Forças Armadas iraquianas, embora não estejam integradas de facto no Exército regular.
Os bombardeamentos provocaram cerca de 20 mortos e 30 feridos, incluindo quatro membros da Guarda Revolucionária iraniana, o exército ideológico do Irão.
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