Médio Oriente: Líbano denuncia duplo ataque israelita que fez um morto


Um duplo ataque aéreo israelita no sul do Líbano fez um morto e causou danos numa ambulância, segundo a agência de notícias oficial e o Ministério da Saúde libanês, que condenou “ataques contínuos” contra equipas de socorro.


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Os ataques, na terça-feira, são os mais recentes no conflito entre Israel e o movimento pró-Irão Hezbollah, apesar do cessar-fogo em vigor.

Os dados iniciais indicavam que duas pessoas ficaram feridas após os ataques, mas uma das vítimas não resistiu aos ferimentos, segundo a Agência Nacional de Notícias (NNA) do Líbano.

O primeiro ataque teve como alvo um veículo na cidade de Nabatieh, no sul do país.

Segundo o ministério, o Exército israelita voltou a atacar quando chegaram ao local equipas de resgate da Associação de Escuteiros de Risala, ligada ao movimento Amal aliado ao Hezbollah, danificando a ambulância em que se encontravam.

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Beirute reiterou a sua condenação dos contínuos ataques do inimigo contra equipas de socorro, sublinhando que constitui uma violação inaceitável do direito internacional humanitário e de todas as normas internacionais.

A Proteção Civil Libanesa informou ainda que os seus membros foram alvo de um ataque de drones enquanto tentavam extinguir um incêndio florestal na região de Nabatieh.

Ninguém ficou ferido, mas as equipas foram obrigadas a retirarem-se da zona.

A NNA também reportou uma explosão e disparos de artilharia noutras áreas do sul do Líbano.

O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Médio Oriente em março, ao disparar ‘rockets’ contra Israel em apoio ao Irão.

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Israel retaliou com intensos ataques aéreos e uma invasão terrestre no sul, que, segundo o Líbano, matou mais de 4.300 pessoas.

Embora a violência tenha diminuído significativamente desde a assinatura de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão em junho, seguido de um acordo-quadro entre o Líbano e Israel, Beirute ainda relata ataques israelitas esporádicos e atos de destruição.

O acordo-quadro estipula o desarmamento do Hezbollah, uma retirada gradual das forças israelitas do sul do Líbano e o destacamento do exército libanês na região, começando com “zonas piloto”.

No entanto, o movimento xiita rejeita este acordo e recusa-se a depor as armas.



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